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<rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><channel><title>altermediamundo</title><link>http://altermediamundo.blogia.com/</link><description><![CDATA[  
]]></description><ttl>60</ttl><pubDate>Fri, 06 Nov 2009 13:59:20 -0600</pubDate><generator>http://www.blogia.com</generator><item>
<title>De Novo Mídia Persegue a Movimentos Sociais</title>
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		<description><![CDATA[   Luta pela terra na Amazônia: uma vez mais impera parcialidade da mídia Da Agência Adital   Desde ontem a mídia local e os veículos grandalhões, como ironizava o jornalista Sérgio de Souz... 
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	<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 08:59:00 -0600</pubDate>
<category>Brasil Social  e Humanitário</category>
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<content:encoded><![CDATA[	 <p> </p><div class="content"><div class="field field-type-filefield field-field-foto"><div class="field-items"><div class="field-item odd"><div class="views-field-field-foto-fid"><span class="field-content"><a href="http://www.mst.org.br/node/8533" title="&amp;lt;img src=&amp;quot;http://www.mst.org.br/sites/default/files/imagecache/foto_materia_capa/5061586_Globo.copy2_.jpg&amp;quot; alt=&amp;quot;&amp;quot; title=&amp;quot;&amp;quot;  class=&amp;quot;imagecache imagecache-foto_materia_capa imagecache-default imagecache-foto_materia_capa_default&amp;quot; width=&amp;quot;200&amp;quot; height=&amp;quot;149&amp;quot; /&amp;gt;"><div id="foto-3"><br /></div></a></span></div> <div class="views-field-title"><span class="field-content"><a href="http://www.mst.org.br/node/8533" title="Luta pela terra na Amazônia: uma vez mais impera parcialidade da mídia"><div id="title-3">Luta pela terra na Amazônia: uma vez mais impera parcialidade da mídia</div></a></span></div></div><div class="field-item odd"><br /></div><div class="field-item odd"><br /></div><div class="field-item odd"><br /></div><div class="field-item odd"><img class="imagefield imagefield-field_foto" src="http://www.mst.org.br/sites/default/files/5061586_Globo.copy2_.jpg?1257432839" border="0" width="320" height="238" /></div></div></div> <p><em>Da Agência Adital</em></p> <p> </p><p> </p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Desde ontem a mídia local e os veículos grandalhões, como ironizava o jornalista Sérgio de Souza, sentam a pua no MST do Pará. A parcialidade sobre a cobertura envolvendo a luta pela terra na Amazônia não é invenção desses dias. Vem de velha data, onde a omissão ou ignorância sobre a complexidade da questão serve de moldura.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">A refrega envolve o movimento e o tentáculo rural do banqueiro baiano Daniel Dantas, a Agropecuária Santa Bárbara, e uma outra propriedade de tradicional família paulista, os Quagliato.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">No caso de Dantas, condenado e indiciado por vários crimes no mercado financeiro, a propriedade é a fazenda Maria Bonita, localizada no município de Eldorado do Carajás, na mesma rodovia do Massacre, a PA 150. A fazenda encontra-se ocupada desde a metade de 2008.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">A propriedade foi negociada pela família Mutran, que conforme o estado não poderia ter realizado a comercialização, por se tratar de terras de aforamento. Ou seja, a família tinha o direito de exploração extrativa da castanha, quando ali uma floresta existiu. Por tanto, se trata de terras publicas, que estavam disponiveis para posse apenas para explorar castanhas, arvores que há muito foram derrubadas na area (sem que nninguem tenha denunciado, apesar de ser proibido por lei!)</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">É a ilegalidade que conforma a maioria das propriedades rurais na Amazônia, em particular no Pará. No primeiro semestre do ano o Ministério Público Federal (MPF) anunciou que 6.102 títulos de terra registrados nos cartórios estaduais são irregulares.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Somados, os papéis representam mais de 110 milhões de hectares, quase um Pará a mais, em áreas possivelmente griladas. Os dados resultam de três anos de pesquisa dos órgãos ligados à questão fundiária no estado, através da Comissão Permanente de Monitoramento, Estudo e Assessoramento das Questões Ligadas à Grilagem (Tribunal de Justiça, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, Advocacia Geral da União, Ordem dos Advogados do Brasil, Federação dos Trabalhadores na Agricultura, Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos Comissão Pastoral da Terra e a Federação da Agricultura do Estado do Pará). O documento foi apresentado no dia 30 de abril no auditório do MPF em Belém.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Desde 2006 o MST ocupa a fazenda Rio Vermelho, no município de Sapucaia, sudeste do Pará. O Grupo Quagliato, dono da Empresa Agropecuária QUAMASA- Quagliato da Amazônia Agropecuária S/A, detinha três fazendas na região, e era dona da Usina São Luiz S/A. Em Ourinhos, São Paulo, o Quagliato, processava açúcar e álcool</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Em junho de 2009 o MPF e o IBAMA anunciaram multas robustas contra fazendeiros e frigoríficos por animarem a devastação na Amazônia. A maior indenização refere-se ao caso da fazenda Rio Vermelho, da família Quagliato, em Sapucaia, que pode ter que pagar mais de R$ 375 milhões. O mesmo caso vale a outra fazenda de Daniel Dantas, no município de Xinguara a Espírito Santo, que deve pagar multa de R$ 142 milhões. Além de crime ambiental a fazenda registrou a prática de trabalho escravo.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Tudo isso, se aplicado a constituição constitui condiçao de nao cumprimento da função social e por tanto deveria ser desapropriada pelo estado. </span></p></div>	
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<title>Ningún Avance Para Un Necesario Acuerdo Para Cumbre Climática de Copenhague</title>
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	<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 08:50:00 -0600</pubDate>
<category>Ambiente</category>
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<content:encoded><![CDATA[	 <p><a href="http://www.ecoportal.net/content/view/full/89529">Se va la última Reunión decisiva antes de la Cumbre de Cambio Climático de Copenhague</a></p><p> </p><p><img src="http://juansurf.files.wordpress.com/2007/11/calen.jpg?w=541&amp;h=391" border="0" alt="http://juansurf.files.wordpress.com/2007/11/calen.jpg?w=541&amp;h=391" /></p><p>Una pequeña muestra de lo terrible del Calentamiento Global</p><p> </p><p> </p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana; font-size: medium;"><em><strong>La reunión en Barcelona representa el ingreso en la fase final de la negociación de los acuerdos de Copenhague. El tiempo disponible es poco -apenas 5 días- y se espera que los horarios de las reuniones formales se extiendan hasta altas horas de la noche.</strong></em></span></p><p style="text-align: justify;"> </p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><br /></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"><p><span style="font-size: medium;"> La última reunión celebrada en Bangkok (28 de setiembre a 9 de octubre pasados) aumentó dudas respecto a las posibilidades de alcanzar un acuerdo en Copenhague. Los países desarrollados quieren terminar con el &amp;ldquo;enfoque de dos vías&amp;rdquo; que ha venido rigiendo el camino de las discusiones hasta ahora conocidos como el de &amp;ldquo;cooperación a largo plazo&amp;rdquo; y el de &amp;ldquo;Protocolo de Kioto&amp;rdquo;. Este grupo de países prefiere un acuerdo único que pueda incorporar a Estados Unidos (que aún no ha ratificado el Protocolo de Kioto y por lo tanto es difícil incluirlo en una continuidad de este) y en el que todos los países, incluso los países en desarrollo, asuman compromisos de mitigación. Estos por su parte intentarán mantener las dos vías de discusión pues entienden que un acuerdo común que ponga en un mismo nivel a países desarrollados y en desarrollo va en contra del principio de responsabilidades comunes pero diferenciadas que establece la Convención. Pare ellos el objetivo es lograr mayores compromisos de reducción de emisiones por parte de los países desarrollados y una amplia provisión de fondos para adaptación y desarrollo. </span></p> <p><span style="font-size: medium;">La única noticia esperanzadora en Bangkok la había dado Noruega cuando comunicó en el plenario su decisión de reducir un 20% sus emisiones para el año 2020. Sin embargo en general el cuadro resultaba poco alentador: la suma de los compromisos de reducción de los países del Anexo 1 (industrializados) arrojaba un promedio de entre 11% y 18% cuando el mínimo exigible para evitar el cambio climático peligroso es una reducción de entre el 25% y el 40%. </span></p> <p><span style="font-size: medium;">Si bien se ha logrado reducir en algo el número de opciones en debate en los diferentes temas el paquete de desacuerdos sigue siendo voluminoso. En alguno de ellos como tecnología, adaptación y creación de capacidades se ha logrado algún avance. Pero en mitigación y mecanismos financieros la negociación está completamente estancada. </span></p> <p><span style="font-size: medium;">Hace una semana el Secretario General Ban Ki-moon estableció sus cuatro puntos de referencia para el éxito en las negociaciones en Copenahague en un artículo publicado por The New York Times. En primer lugar, que todos los países - desarrollados y en desarrollo - deben hacer todo lo posible para reducir drásticamente las emisiones de todas las fuentes. </span></p> <p><span style="font-size: medium;">Segundo, el acuerdo debe fortalecer la capacidad de los países para hacer frente a un clima que ya está cambiando, afirmando que "el apoyo para la adaptación no es sólo un imperativo ético, sino que es una inversión inteligente en un mundo más estable, seguro". En tercer lugar, cualquier acuerdo debe ser respaldado por la financiación para permitir que los países más pobres a la transición a una economía baja en carbono. Por último, el Secretario General recordó que las naciones deben ponerse de acuerdo sobre una estructura equitativa de la gobernanza mundial. </span></p> <p><span style="font-size: medium;"><strong>La participación latinoamericana</strong></span></p> <p><span style="font-size: medium;">América Latina no ha estado unida ni mucho menos a lo largo de todo el proceso de negociaciones internacionales de cambio climático. Las necesidades y características de cada país los posicionan de distintas maneras en estos temas. Entre los países latinoamericanos hay países exportadores de petróleo, países con grandes bosques que están siendo deforestados generando importantes emisiones de dióxido de carbono, países exportadores de materias primas agropecuarias que es el sector de mayor nivel de emisiones en la región, etc. Cada una de estas particularidades genera oportunidades y desafíos diferentes. </span></p> <p><span style="font-size: medium;">Durante la discusión del Protocolo de Kioto y sus acuerdos posteriores (Marrakech) América Latina tampoco había actuado unida. La principal división parecía girar en torno a la manera de incluir en los acuerdos la emisión y captación de carbono del sector forestal y bosques. En este proceso hacia Copenhague la principal división parece ser política. Hay una tendencia a que los países del ALBA y &amp;ldquo;allegados&amp;rdquo; (Venezuela, Bolivia, Nicaragua, Cuba, El Salvador, Ecuador, Paraguay) adopten posiciones comunes y en franca oposición a los países desarrollados. Otro grupo de países parece asumir posiciones menos confrontativas y más proclives a buscar caminos de entendimiento que incluyan soluciones aceptables para todas las partes. En este grupo se incluyen Argentina, Chile, Colombia, Costa Rica, Perú y Uruguay. </span></p> <p><span style="font-size: medium;">En general hay acuerdo entre los países de América Latina respecto a la necesidad de ver avances en Barcelona respecto a los compromisos de transferencia de recursos hacia los países en desarrollo y mayores niveles de reducción de emisiones por parte de los países desarrollados. Pero en otros temas principales no hay tanta unanimidad. Por ejemplo en asumir alguna forma de compromisos de mitigación, en el papel del mercado de carbono y del Mecanismo de Desarrollo Limpio, en cómo integrar la agricultura y la conservación de bosques en los acuerdos, en el reconocimiento de la deuda ecológica, etc. Es probable que en esta reunión de Barcelona las diferencias entre los países latinoamericanos tiendan a profundizarse. En la medida en que las posiciones más extremas en la Convención se sigan polarizando, las diferencias entre los países de la región más proclives a la negociación se irán distanciando de aquellos otros más intransigentes. </span></p> <p><span style="font-size: medium;"><strong>De nunca acabar</strong></span></p> <p><span style="font-size: medium;">Y este proceso tendrá aún más tiempo por delante para desarrollarse. Ya se está hablando en Barcelona de la posible &amp;ldquo;continuación&amp;rdquo; de la COP 15 (Copenhague) en algún momento durante 2010 pasando a una especie de cuarto intermedio al finalizar la reunión de Copenhague. Esto no es nuevo en la Convención de Cambio Climático. Una situación similar se vivió en la COP 6 de la Haya en el año 2000 que concluyó seis meses después en Bonn en lo que se llamó en aquel momento la &amp;ldquo;COP 6 bis&amp;rdquo;. </span></p> <p><span style="font-size: medium;">Al final de esta reunión en Barcelona el próximo viernes podrá tenerse una idea más aproximada acerca de la viabilidad de alcanzar algún acuerdo en la COP 15 de Copenhague o aún en una eventual COP 15 bis. <a href="http://www.ecoportal.net/" target="_self">www.ecoportal.net</a></span></p> <p><span style="font-size: medium;"><strong><em>Gerardo Honty</em></strong> es analista en energía y cambio climático de CLAES (Centro Latinoamericano de Ecología Social). Observador en la reunión de la Convención de Cambio Climático en Barcelona. </span></p> <p>Agencia Latinoamericana de Informacion<br /><a href="http://alainet.org/" target="_blank">http://alainet.org</a></p></span></p>	
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<title>Aumento da Repressâo aos Organizaçaôes Sociais do Brazil</title>
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	<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 19:36:00 -0600</pubDate>
<category>Brasil Social  e Humanitário</category>
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<content:encoded><![CDATA[	 <h4><p style="text-align: justify;"><a href="http://www.kaosenlared.net/noticia/cpi-do-mst-aumento-da-represso-aos-sem-terra">CPI do MST: aumento da repressão aos Sem-Terra</a></p></h4><h4><br /></h4><h4><img src="http://www.kaosenlared.net/img2/109/109458_Agtronegocio.jpg" border="0" alt="http://www.kaosenlared.net/img2/109/109458_Agtronegocio.jpg" /></h4><h4><br /></h4><h4><br /></h4><h4><br /></h4><p class="MsoNormal" align="center">Campanha contra a ofensiva da Direita</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Está claro que o objetivo da CPI contra o Movimento dos Trabalhadores sem-terra é o de colocar em um novo patamar a ofensiva criminosa da direita, dos latifundiários contra o trabalhador rural sem-terra. As milícias paramilitares com jagunços e a orientação do governo para a polícia de defesa da propriedade privada com o assassinato e a dura perseguição está com tudo preparado para se aprofundar.</span></p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Como afirmam os representantes da bancada ruralista &amp;ldquo; A idéia dos oposicionistas é polarizar os debates entre simpatizantes dos sem-terra e os defensores do agronegócio, deixando de lado o tradicional embate entre os partidos alinhados com o Palácio do Planalto e a oposição.&amp;rdquo; (Jornal do Brasil 27/10/2009). O que querem é sufocar as tendências de luta no campo. Esta CPI não tem como alvo fundamental as eleições de 2010 e o PT, mas de fato é atacar os movimentos de luta, que abarca milhares no campo brasileiro. </span></p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Como se pode ver, alvo fundamental sequer o próprio MST, mas todos os movimentos que nos últimos anos estão se distanciando da política de freio da direção do MST e da frente popular.</strong></span></p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Fato que subordinou a luta pela terra aos para favorecer a colaboração de classe levada a frente pelo PT, antes e durante o governo Lula.</span></p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Latifundiários contra povo pobre</strong></span></p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Segundo divulga a imprensa burguesa, os governo tenta timidamente um acordo com PT e PMDB dividindo o comando da CPI. A relatoría ficaria com o PT e a presidência com o PMDB. </span></p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Dos 36 membro da comissão, como os aliados do governo tem ampla maioria na Câmara e no Senado, os partidos governistas vão indicar 11 senadores e 12 deputados para a CPI.</span></p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">A direita DEM, PSDB e PPS, ficou com seis vagas de senadores e cinco de deputados, enquanto o Psol e o PSC também poderão indicar membros para a comissão, seguindo o critério estabelecido entre as menores bancadas. </span></p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">O raivoso DEM que pediu a instalação da CPI e está numa ampla campanha contra os sem-terra é o único partido que indicou os parlamentares: Abelardo Lupion (DEM-PR) e o­nyx Lorenzoni (DEM-RS), como titulares da CPI. No Senado, Gilberto Goellner (MT) e Kátia Abreu (TO), presidente da Confederação Nacional de Agricultura.</span></p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Organizar as massas contra a repressão</strong></span></p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">A realidade se impos ao MST e agora é possível afirmar que estão diante de uma encruzilhada. Se não romperem com a política do PT e da frente popular continuarão a estimular a ofensiva da direita.</span></p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>A direita levanta a cabeça em todo o país como resultado da situação explosiva no campo contida pela política da direção do MST e do PT. Apenas no Pará em dois anos foram assassinados 15 líderes sem-terra e o MST nada fez.</strong></span></p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Não é possível ter nenhum ilusão nos deputados e senadores do PT, prontos para fazer qualquer acordo para garantir a estabilidade de seu governo. O próprio Lula fez vários pronunciamentos contra a ocupação da Cutrale realizada na região de Iaras no último mês.</span></p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><strong>Apenas através mobilização política das massas do campo é que esta investida pode ser barrada.</strong></span></p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Os movimentos populares e de luta pela terra devem ter consciência que não se trata do MST apenas. A neutralidade diante do ataque dos latifundiários nas instituições burguesas fortalece a posição da direita, como vimos no último período. Há uma escalada de repressão que começou nos locais mais isolados do País como Rondônia e Pará e que só será barrada com a luta.</span></p>	
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<title>Un Paseo Por La Habana</title>
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		<description><![CDATA[  Frei Betto *ADITAL La Habana en esta época del año está bañada por una suave temperatura. El calor es amainado por el fresco que sopla de las aguas azuladas que mueren en el Malecón. No se siente tanta hu... 
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	<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 11:01:00 -0600</pubDate>
<category>Frei Betto</category>
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<content:encoded><![CDATA[	 <p> </p><p><img src="http://www.swissinfo.ch/xobix_media/images/sri/2009/sriimg20090917_11231883_0.jpg" border="0" alt="http://www.swissinfo.ch/xobix_media/images/sri/2009/sriimg20090917_11231883_0.jpg" /></p><p><span class="noticia_autor">Frei Betto *</span></p><div><a href="http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=ES&amp;cod=42531">ADITAL</a><br /><span class="noticia_cidade"> </span><span class="noticia_texto"><div id="mudaFonte" style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">La Habana en esta época del año está bañada por una suave temperatura. El calor es amainado por el fresco que sopla de las aguas azuladas que mueren en el Malecón. No se siente tanta humedad, aunque la población se mantiene atenta a la meteorología: octubre y noviembre son meses de huracanes. El año pasado arruinaron casi el 20% del PIB, calculado ahora en US$ 50 mil millones. </span></div><div id="mudaFonte" style="text-align: justify;"><p><span style="font-size: medium;">No hay señales de que el desastre se vaya a repetir este año. Pero es imposible prever las reacciones vengativas de Gaya, cruelmente estuprada por nuestra ambición de lucro y por un solemne desprecio a la madre ambiente.</span></p> <p><span style="font-size: medium;">Mi visita a Cuba en la penúltima semana de octubre no tenía agenda de trabajo. Fui por invitación del querido amigo José Alberto de Camargo, que, para celebrar su cumpleaños, escogió la ciudad reencantada por la literatura de Lezama Lima, Alejo Carpentier y Nicolás Guillén.</span></p> <span style="font-size: medium;">La comitiva (comitiva del corazón) incluía a los periodistas Chico Pinheiro y Ricardo Kotscho, éste acompañado de Mara, su mujer. Alojados en el octogenario Hotel Nacional, brindamos por nuestra llegada con el daiquiri de La Floridita, en el que Hemingway agarraba sus borracheras. Visitamos la casa en la playa en que murió y donde escribió "El viejo y el mar", así como el Hotel Ambos Mundos, en el que vivió seis años y redactó "Por quién doblan las campanas".</span> <p><span style="font-size: medium;">Fueron días de agradable yantar caribeño en El Templete, a la orilla del puerto, o en El Oriente, frecuentado por Saramago y García Márquez. Entre mojitos y el aroma perfumado de los puros Chohiba, cuya fábrica recorrimos, mantuvimos provechosas conversaciones con ciudadanos anónimos y autoridades del país, como Ricardo Alarcón, presidente de la Asamblea Nacional; Eusebio Leal, historiador de la ciudad (y responsable de la restauración del área colonial de La Habana); Homero Acosta, secretario del Consejo de Estado (donde se juntan ministros y dirigentes del país); Armando Hart, del Centro de Estudios Martianos; Abel Prieto, ministro de Cultura; y Caridad Diego, responsable de la Oficina de Asuntos Religiosos (que cuida de la relación entre el Estado y las denominaciones confesionales).Permanecí un día más para encontrarme con Raúl Castro, actual presidente, con quien almorcé el sábado 24, y con Fidel, que en la tarde del mismo día me recibió en su casa, con derecho a la comida.</span></p> <p><span style="font-size: medium;">Cuba se encuentra grávida de sí misma. Después de 50 años de Revolución es hora de analizar errores y vacilaciones. Se mira el pasado para avizorar mejor el futuro. En el 2010 el 9º Congreso del Partido Comunista deberá someter al país a la verificación de sus contradicciones y a la elaboración de nuevas estrategias, sobre todo en lo concerniente a la economía y a la emulación ética.</span></p> <p><span style="font-size: medium;">Se engaña quien suponga que Cuba va reculando hacia el capitalismo. Aunque se multipliquen las aperturas a la economía de mercado, debido a la globalización y al mundo unipolar hegemonizado por el neoliberalismo, a la isla no le interesa priorizar la acumulación privada de riqueza en detrimento de la mayoría de la población. América Central es el espejo en el que Cuba no desea verse reflejada: allí los altos índices de violencia son hoy día los más elevados del mundo, con 23 asesinatos al año por cada 100 mil habitantes. En Brasil el índice es de 31 por cada cien mil; y en Cuba de 5.8 por cada cien mil. Basta con decir que en Rio de Janeiro la policía mató en el 2007 a 1,330 personas. Y que en el año anterior, en todos los EE.UU., fueron muertas por la policía 347 personas.</span></p> <p><span style="font-size: medium;">Los cubanos son conscientes de que todos los fallos del país no pueden ser atribuidos al criminal bloqueo impuesto, desde hace más de 40 años, por la Casa Blanca (y ahora en vías de distensión por la administración Obama).</span></p> <p><span style="font-size: medium;">El mantenimiento durante largo tiempo de medidas justificadas por la Guerra Fría comienza a ser cuestionado. Es el caso del carácter paternalista del Estado, que asegura gratuitamente a 11 millones de personas la canasta básica, la salud y una educación de calidad.</span></p> <p><span style="font-size: medium;">Por esa razón la calidad de vida en Cuba, donde está erradicado el analfabetismo, figura en el lugar 51, entre 182 países, en el Índice de Desarrollo Humano 2009 de la ONU. Brasil figura en el puesto 75. Desde luego no se piensa alterar el derecho universal y gratuito a la salud y a la educación. Pero la reducción de los subsidios a la alimentación deberá coincidir con el aumento de los salarios y de la productividad agrícola, de modo que se reduzca la importación del 80% de los alimentos que se consumen.</span></p> <p><span style="font-size: medium;">Se busca una solución a corto plazo para la duplicidad de monedas: el CUC adquirido por los turistas (que evita el cambio paralelo y la evasión de divisas) y el Peso utilizado por el ciudadano cubano. El turismo, junto con la exportación de níquel, es una de las principales fuentes de recaudación en Cuba, que, con un tamaño 64 veces inferior al Brasil, recibe 2.5 millones de turistas al año, la mitad de los que llegaron a nuestro país en el mismo período.</span></p> <p><span style="font-size: medium;">Toda América Latina se opone hoy al bloqueo y apoya la reintegración de Cuba a los organismos continentales. La cuestión política más relevante en las relaciones internacionales es la urgente liberación de los cinco cubanos presos en los EE.UU. desde 1998, condenados a penas elevadísimas, acusados -¡fíjense!- de evitar actos terroristas. Los cinco lograron abortar 170 atentados planeados contra Cuba dentro de la comunidad cubana de Miami.</span></p> <p><span style="font-size: medium;">Fernando Morais, con quien comimos en La Habana, promete lanzar en el 2010 un libro en que cuenta la tremenda historia del proceso realizado por la Justicia norteamericana contra los cinco cubanos.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">A quien le pueda interesar: Fidel goza de muy buena salud y excelente buen humor.</span></p> <p>[Autor de "Calendario del poder", entre otros libros.<br /> Copyright 2009 - FREI BETTO - É proibida a reprodução deste artigo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização. Contato - MHPAL - Agência Literária (<a href="mailto:mhpal@terra.com.br">mhpal@terra.com.br</a>)<br /> Traducción de J. L. Burguet (30 de octubre 2009)].</p></div></span></div>	
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<title>Alberto Arce Y Pacifistas Publican Documental Sobre Genocidio de Enero de 2009 en Gaza</title>
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		<description><![CDATA[ "To shoot an elephant", documental sobre la invasión de la franja de Gaza por parte de Israel en diciembre de 2008Propuestas Pacifistas Para Castigar Al Terrorismo de IsraelCON ESTA PUBLICACIÓN LLAMO A TODOS A APOYAR LAS CAMPAÑAS... 
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	<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 10:16:00 -0600</pubDate>
<category>No Violencia Activa</category>
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<content:encoded><![CDATA[	 <div id="titulovideo"><a href="http://www.kaosenlared.net/noticia/to-shoot-an-elephant-documental-sobre-invasion-franja-gaza-parte-israe">"To shoot an elephant", documental sobre la invasión de la franja de Gaza por parte de Israel en diciembre de 2008</a></div><div><br /></div><div><div><p><img src="http://www.palestinalibre.org/banners/200901211322Horror2.gif" border="0" alt="http://www.palestinalibre.org/banners/200901211322Horror2.gif" /></p></div><h3 class="r" style="text-align: center;"><br /></h3><h3 class="r" style="text-align: center;"><br /></h3></div><div><h2><a href="/2009/011201-propuestas-pacifistas-para-castigar-al-terrorismo-de-israel.php">Propuestas Pacifistas Para Castigar Al Terrorismo de Israel</a></h2></div><div><div class="pretit"><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="font-size: small;">CON ESTA PUBLICACIÓN LLAMO A TODOS A APOYAR LAS CAMPAÑAS DE CONSUMO SOLIDARIO CONTRA LAS GUERRAS: <a href="http://www.webislam.com/?idn=676">CONTRA LA GUERRA DE IRAK, AFGANISTÁN, EL RESTO DEL MUNDO</a> Y <a href="http://www.nodo50.org/csca/palestina/campanya_boicot-2002.html">CONTRA EL GENOCIDIO DEL PUEBLO PALESTINO</a> NO TE QUEDES SOLO, </span> <span style="font-size: small;"><span style="font-size: medium;">ÚNETE AL BOICOT Y LAS PROTESTAS CONTRA LOS GENOCIDAS Y SUS GUERRAS. RECUERDA: LOS GENOCIDAS  </span><a href="http://www.rebelion.org/noticia.php?id=78135">QUIEREN UNA GUERRA  PARA SUPERAR LA CRISIS ECONÓMICA MUNDIAL</a><span style="font-size: medium;">, ES DECIR, </span></span></strong></span><span style="font-size: x-small;"><span style="font-size: 15pt; font-family: Arial; color: #a40000;"><a href="http://www.iarnoticias.com/2008/secciones/contrainformacion/0126_isr_gaza_plan_a_plan_b_30dic08.html"><span style="color: #a40000;">IRRACIONALMENTE BUSCAN UNA GUERRA NUCLEAR DE DESTRUCCIÓN TOTAL</span></a></span></span><span style="font-size: x-small;"><strong><span style="font-size: small;"><span style="font-size: medium;">, PENSANDO QUE PUEDEN SOBREVIVIR A UN HOLOCAUSTO GLOBAL... DETENGÁMOSLOS AHORA ANTES DE QUE SEA TARDE</span></span></strong></span></p><p style="text-align: justify;"> </p><p style="text-align: justify;"><img src="http://www.nodo50.org/csca/imagenes/barcode_boycott2.gif" border="0" alt="http://www.nodo50.org/csca/imagenes/barcode_boycott2.gif" /></p><p style="text-align: justify;"> </p></div><div class="pretit"><br /></div></div><div><br /></div><div><br /></div><div><br /></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Página web del documental:<br /><a href="http://www.toshootanelephant.com/es">http://www.toshootanelephant.com/es</a><br /><br /> Trailer castellano:<br /><a href="http://www.blip.tv/file/2798654/">http://www.blip.tv/file/2798654/</a><br /><br /><strong>Sinopsis:</strong><br /><br /></span> <div id="node-84"><div><div><p><span style="font-size: medium;">&amp;ldquo;(...) Después, cómo no, hubo interminables conversaciones sobre la muerte del elefante. El dueño estaba furioso, pero no era más que un indio y no pudo hacer nada. Además, según la ley, yo había hecho lo correcto, ya que a un elefante loco hay que matarlo como a un perro loco, si su dueño no consigue dominarlo&amp;rdquo;. George Orwell. &amp;ldquo;<a href="http://www.saltana.org/1/20/44.htm" target="_blank">Disparando un Elefante</a>&amp;rdquo; fue publicado por primera vez en &amp;ldquo;New Writing&amp;rdquo;en 1948.</span></p> <p><span style="font-size: medium;">George Orwell definió una manera de ver a Asia, que todavía es válida. &amp;ldquo;To shoot an elephant&amp;rdquo; es un relato sobre un testigo presencial en la Franja de Gaza. El 27 de diciembre de 2008, la Operación &amp;ldquo;Cast lead&amp;rdquo; (Plomo Fundido) estuvo disparando a elefantes durante 21 días. Imágenes urgentes, insomnes, escalofriantes y sucias de los únicos extranjeros que decidieron y consiguieron permanecer, empotrados en las ambulancias de la Franja de Gaza, al lado de la población civil palestina.<br /></span></p> <p><span style="font-size: medium;"><strong>Contexto:</strong><br /></span></p> <div id="node-85"><div><div><p><span style="font-size: medium;">La Franja de Gaza vive en estado de asedio desde junio de 2007, cuando Israel la declaró una &amp;ldquo;entidad enemiga&amp;rdquo;. Un grupo de activistas internacionales impulsó un movimiento, &amp;ldquo; Free Gaza &amp;rdquo; , que tiene como objetivo romper ese asedio. Gracias a sus esfuerzos, y a pesar de la prohibición impuesta por Israel a todos los corresponsales y trabajadores de ayuda humanitaria extranjeros de cubrir y ser testigos directos de la &amp;ldquo;Operación Plomo Fundido&amp;rdquo;, un grupo de voluntarios internacionales, miembros auto-organizados del International Solidarity Movement, estuvieron presentes en Gaza el 27 de diciembre, en el momento justo en que comenzaron los bombardeos. Junto a dos corresponsales internacionales de Al Jazeera International, Ayman Mohyeldin y Sherine Tadros, ellos fueron los únicos extranjeros que consiguieron escribir, filmar e informar para varios medios de comunicación sobre lo que estaba sucediendo dentro de la asediada franja palestina.</span></p> <p><span style="font-size: medium;">¿Eran periodistas? ¿Eran activistas? ¡A quién le importa! Ellos se convirtieron en testigos. Ser periodista o ser cualquier cosa depende de cómo tú lo sientas. Es una responsabilidad ética que te lleva a compartir con un público más amplio lo que está pasando a tu alrededor. Será el resultado de tu trabajo lo que te conducirá (o no) a una carrera como periodista, no las presuposiciones o las etiquetas. Haz que se enteren. Haz que los que tú quieres que escuchen, escuchen y sean conscientes de lo que tú estás siendo consciente. Esto es ser periodista. Para ser testigo, con una cámara o un lápiz, no es necesario tener un sueldo o una tarjeta que ponga &amp;ldquo;PRESS&amp;rdquo;. Olvidad la neutralidad, olvidad la objetividad. No somos palestinos. No somos israelitas. No somos imparciales. Sólo tratamos de ser honestos y contar lo que hemos visto y lo que sabemos. Soy periodista. Si alguien me escucha, soy periodista. En el caso de Gaza, ningún &amp;ldquo;periodista oficial&amp;rdquo; tenía autorización ese 27 de diciembre para entrar (excepto los que ya estaban dentro), por lo que nos convertimos en los únicos testigos, con todas las responsabilidades que eso conlleva.</span></p> <p><span style="font-size: medium;">Yo siempre he entendido el periodismo como &amp;ldquo;una mano encendiendo la luz en una habitación oscura&amp;rdquo;. El periodista es una persona curiosa, un interrogador desagradable, una cámara y un lápiz rebelde que hacen sentir incómodos a los que están en el poder. Ésta es la esencia de mi trabajo en Gaza, cumplir un deber en el conflicto más narrado de la Tierra, donde, sin embargo, nunca será contada la historia del asedio y del castigo colectivo que Israel está imponiendo a toda la población en respuesta a los cohetes lanzados por Hamas. Por ello, debía ser vivido tal como fue. Entré sigilosamente en Gaza, a pesar de los intentos de Israel por impedirlo. Los que están en el poder en Gaza nos &amp;ldquo;pidieron cortésmente&amp;rdquo; que nos fuésemos. Mi idea del periodismo es eso. Cada gobierno del mundo debería sentirse nervioso cuando alguien va por ahí, con una cámara o un lápiz, dispuesto a publicar lo que consiga entender. Y todo ello por el bien de la información, uno de los más grandes pilares de la democracia.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Esto es una película de &amp;ldquo;periodismo empotrado&amp;rdquo;. Decidimos &amp;ldquo;empotrarnos&amp;rdquo; dentro de las ambulancias, abriendo un diálogo imaginario con aquellos periodistas que se empotran dentro de las ejércitos. Todo el mundo es libre de elegir desde qué lado quiere informar. Pero, en muchas ocasiones, las decisiones no son imparciales. Decidimos que los civiles que trabajan en el rescate de los heridos nos dan una perspectiva mucho más honesta de la situación que para quienes su trabajo es disparar, herir y matar. Preferimos médicos en vez de soldados. Preferimos la valentía de aquellos rescatadores desarmados a aquellos que se alistan y que tienen experiencias tal vez interesantes, pero moralmente rechazables. Es una cuestión de enfoque. A mí no me interesan los miedos, traumas y contradicciones de aquellos que pueden elegir quedarse en casa y decir no a la guerra.</span></p> <p>Alberto Arce</p> <p><strong>Equipo:</strong></p> <div id="node-86"><div><div><p><strong>Dirección:</strong> Alberto Arce/ Mohammad Rujailah</p> <p><strong>Script:</strong> Alberto Arce/ Miquel Marti Freixas</p> <p><strong>Edición:</strong> Alberto Arce/ Miquel marti Freixas</p> <p><strong>Sonido:</strong> Francesc Gosalves</p> <p><strong>Post-producción:</strong> Jorge Fernández Mayoral</p> <p><strong>Diseño: </strong>Mr. Brown and Malibrán</p> <p><strong>Co-producción / Distribución:</strong> Eguzki Bideoak.</p> <p><strong>Traducción:</strong> Mohammad Rujailah/ Alberto Arce</p> <p><strong>Duración:</strong> 112´</p></div></div></div></div></div></div></div></div></div> <h6><a href="http://www.toshootanelephant.com/es" target="_blank"> http://www.toshootanelephant.com/es </a></h6><p> </p><p> </p></div>	
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<title>Resistir Hasta El Final Es La Consigna en Honduras</title>
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		<description><![CDATA[ Honduras: La historia la debemos escribir nosotros  &amp;ldquo;La responsabilidad de resolver el problema recae en los hondureños...&amp;rdquo; ha dicho Shannon; &amp;ldquo;...este es un acuerdo solicitado por los hondureños...&amp;rdquo; dij... 
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	<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 09:51:00 -0600</pubDate>
<category>Golpe de Estado en Honduras</category>
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<content:encoded><![CDATA[	 <h4><p style="text-align: justify;"><a href="http://www.kaosenlared.net/noticia/honduras-historia-debemos-escribir-nosotros">Honduras: La historia la debemos escribir nosotros</a></p></h4><p class="MsoNormalCxSpFirst"> </p><p class="MsoNormalCxSpFirst"><img src="http://www.kaosenlared.net/img2/109/109461_Resistencia_1.jpg" border="0" alt="http://www.kaosenlared.net/img2/109/109461_Resistencia_1.jpg" /></p><p class="MsoNormalCxSpFirst"> </p><p class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">&amp;ldquo;La responsabilidad de resolver el problema recae en los hondureños...&amp;rdquo; ha dicho Shannon; &amp;ldquo;...este es un acuerdo solicitado por los hondureños...&amp;rdquo; dijo Insulza; &amp;ldquo;...estamos felices de haber encontrado voluntad para resolver la crisis entre hondureños...&amp;rdquo; dijo Hilda Solís. Ahora nos toca a nosotros averiguar de qué hondureños estaban hablando estas personas.  </span></p><p class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">En este proceso se han juntado muchos para decidir sobre lo que nos ha de pasar a los hondureños, prácticamente sin consultarle al pueblo cual es su opinión. Esto ha sido muy conveniente a los golpistas, pues es precisamente entre la población local donde menos apoyo tienen. Entonces, se trate del golpista que se trate, la solución &amp;ldquo;importada&amp;rdquo; es el mejor complemento al golpe de estado.</span></p><p class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">El uso de la vía diplomática, impuesto al presidente Zelaya, parece ser el camino hacia el reconocimiento final del golpe, y con ello al reconocimiento de que la democracia es buena si el pueblo esta silenciado; si solo sirve para apuntalar el sistema que lo reprime y obliga a pensar que leer, escribir, comer, vestir, vivir son sueños que alivian el peso de la pesadilla de vivir en medio de la vulgar opulencia sin saber que va a pasar mañana. </span></p><p class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">El sistema que representa Obama ni siquiera es capaz de reconocer los 58 millones de pobres que tiene su propio país. El sueño americano, es la pesadilla de todos los pueblos del mundo, incluso aquellos que viven en ese país. Esas decenas de millones que viven en condiciones de incertidumbre; que no tiene acceso a salud, menos aun a una educación digna, representan el patrón que nuestras oligarquías admiran y quieren sostener en nuestros países.</span></p><p class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Es difícil dimensionar, precisar el tamaño de la brecha que separa a aquellos que tienen infinitamente mucho de los que no tienen absolutamente nada. Honduras, un país sumamente pobre soporta la existencia de una burguesía opulenta y criminal que a sangre y fuego defiende su sed de dinero, sin importarles para nada la mas elemental existencia del ser humano.</span></p><p class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Un ejemplo que encontré de esto está en la isla de Zacate Grande, Golfo de Fonseca hondureño, donde un hombre muy rico, con un historial borrado por los encargados de hacer la historia a la medida del cliente, ha construido un jardín del edén, en medio de la miseria mas grande. Posee un zoológico propio con especies animales exóticas. Algunos pobladores de la zona, dicen que la afición de este individuo es cazar venados desde un helicóptero.</span></p><p class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Los colores entre la zona del &amp;ldquo;parquecito&amp;rdquo; este y el resto de la isla contrastan como sucede en las películas de Hollywood donde los colores entre escenas en Estados Unidosy las hechas en México, muestra estas últimas más pálidas, más abrumadoras. Resulta que los empleados del señor, le han ofrecido a los pobladores un singular trato: el les da tres mil quinientas libras de maíz si ellos, a cambio, no vuelven a sembrar nada en sus laderas. Esto para estandarizar el color verde Hollywood del paraíso burgués. </span></p><p class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Lo mas curioso de este asunto es que todo se ha hecho a la sombra de una fundación ambientalista, es decir lo que esta sucediendo aparece ante la sociedad como un esfuerzo por preservar nuestros recursos. En un lugar tan pequeño es tan fácil ver que es lo que defiende la clase dominante del país.</span></p><p class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">El señor del ejemplo es un gran señor; &amp;ldquo;notable&amp;rdquo; le dirían en los medios de comunicación fascista. A su servicio, y del resto de la oligarquía, hay una gran cantidad de individuos que, sin ser parte de esta clase vil, sirven como portavoces de esta y funcionan como perros guardianes de los intereses de estos señores.</span></p><p class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">En este grupo encontramos una inmensa gama de gargantas al servicio de los intereses de oligárquicos; escritores, pseudo pensadores, auto proclamados analistas que aparecen todos los días hablando de todos los temas que sirven para exaltar los beneficios del sistema. Curiosamente lo hacen en nombre de la paz, la democracia, la felicidad del pueblo, en nombre de la constitución y de la libertad de expresión.</span></p><p class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Aquí viene entonces la pregunta inicial: ¿a que hondureños se refieren los personajes que nos han visitado? Seguramente no a los hondureños que mas que vivir sobreviven todos los días; en condiciones en que vivir es mas bien un castigo por la condición de clase; el martirio que le toca a los que no nacieron en el Honduras Medical Center o algún hospital de Miami, New Orleans o Houston.</span></p><p class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Después de cuatro meses de la mas brutal dictadura, liderada por uno de los lacayos de esta clase, los emisarios del conformismo; los que nos ofrecen un mundo mejor, sin especificarnos donde está, siguen hablando del bienestar de un pueblo que está en la calle reclamando lo que históricamente le han arrebatado por todos los medios posibles.</span></p><p class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">La historia hondureña no es muy diferente de las de otros países latinoamericanos; y las condiciones que le han impuesto solo pueden ser removidas por el accionar revolucionario de su pueblo. Las estrategias que se deben definir a la mayor brevedad serán determinantes para la historia de nuestro país. Ya hemos visto de lo que son capaces de hacer los grandes señores que alimentan mejor a sus venados que a sus trabajadores. Nuestra respuesta debe estar a la altura de las circunstancias.</span></p><p class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Si en algo tienen razón Lagos, Solís, Insulza y Shannon es que la decisión del futuro debe ser tomada por los hondureños, pero no los hondureños de los que ellos hablan; los hondureños que hoy marchan, los hondureños que están listos para marchar mañana; marchar todo el tiempo que sea necesario hasta alcanzar su libertad.</span></p><p class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Hoy es un día de expectativas aunque no se puede esperar mucho. El congreso sigue jugando a esconderse y a dar declaraciones contrarias a la restitución de la democracia. El acuerdo firmado no podía ser mas vago; dice que hay que &amp;ldquo;...retrotraer la situación del poder ejecutivo a como estaba antes del 28 de junio...&amp;rdquo;, como si tuvieran una maquina del tiempo. </span></p><p class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">La verdad, en un mundo diferente lo que estaría sucediendo es que todos los golpistas estarían yendo a la cárcel; aquí están jugando con nuestra buena voluntad, pero sobre todo, están jugando con nuestra paciencia.</span></p><p class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">No se han dado cuenta los golpistas, y al imperio no le importa, que están llegando a un peligroso limite en que el pueblo hondureño puede cambiar su actitud, no por efecto de algún llamado siniestro, sino por la condiciones graves en las que está viviendo, por la injusticia y la indefensión, por la falta de los mas elementales derechos. Y no decimos estos e sentido retórico; hay ya lugares en nuestro país donde se avizora una etapa de hambruna; el dinero no circula;pronto no habrá que comprar; la reserva estratégica de alimentos no existe y la situación económica se agrava cada día mas.</span></p><p class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">El cuadro hoy es de mucha tensión política, y es impulsado por las estúpidas manipulaciones de los golpistas. Nuevamente estamos en presencia de condiciones que se vuelven incontrolables,que pueden llevar a Honduras a una situación extrema. La guerra civil no es ahora un eufemismo, es una posibilidad real. </span></p><p class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Nuevamente, las delicadas condiciones en que vivimos hoy exigen la formulación de estrategias acertadas. El movimiento de resistencia, sus lideres, deben valorar muy bien los pasos a seguir. El presidente Zelaya también deberá ser consecuente con este movimiento que tanta fe le tiene. Muchos de sus seguidores esperan que sea él quien salve al partido liberal, pero el debe entender que su posición ya no está al lado de ese partido político. A menos que él sea una persona diferente a la que hemos creído. </span></p><p class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">El presidente Zelaya estará muy pronto enfrentado a la disyuntiva de si sigue con su pueblo hasta la victoria final o se inclina hacia el anonimato; en su parido ya no tiene cabida. En cualquier caso le apoyamos, y agradecemos lo que ha hecho por nuestra gente. Hacia delante la lucha la lleva hacia delante el Frente Nacional de Resistencia, donde el presidente tiene un lugar ganado y que puede ocupar cuando el lo estime conveniente.</span></p><p class="MsoNormalCxSpMiddle" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Vamos pues, hacia la victoria, sin confiar por un minuto que el imperio coludido con sus lacayos solventaran nuestros problemas. Hoy debemos cumplir, simplemente cumplir.</span></p><p class="MsoNormalCxSpMiddle">Ricardo Arturo Salgado</p><p class="MsoNormalCxSpMiddle">05/Noviembre/2009</p>	
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<title>Nuevo Magnicidio Mafioso en el norte de México</title>
	<link>http://altermediamundo.blogia.com/2009/110501-nuevo-magnicidio-mafioso-en-el-norte-de-mexico.php</link>
		<description><![CDATA[ Asesinan al secretario de Seguridad Pública del municipio García en el norte de México  Foto: REUTERS El secretario de Seguridad Pública del municipio García en el estado fronterizo de Nuevo León, J... 
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	<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 09:38:00 -0600</pubDate>
<category>México  Bajo Asedio Mafioso</category>
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<content:encoded><![CDATA[	 <p><a href="http://www.europapress.es/internacional/noticia-asesinan-secretario-seguridad-publica-nicipio-garcia-norte-mexico-20091105081857.html">Asesinan al secretario de Seguridad Pública del municipio García en el norte de México</a></p><p> </p><div id="foto"><img class="bordeFoto" src="http://img.europapress.es/fotoweb/fotonoticia_20091105081857_800.jpg" border="0" alt="Asesinan al secretario de Seguridad Pública del municipio García en el norte de México" title="Asesinan al secretario de Seguridad Pública del municipio García en el norte de México" width="543" height="368" /><br /> <span class="TituloFoto">Foto: REUTERS</span></div><p> </p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">El secretario de Seguridad Pública del municipio García en el estado fronterizo de Nuevo León, José Arturo Esparza, fue asesinado este miércoles en lo que todo apunta a un nuevo episodio de crimen organizado en México.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">   La Procuraduría General de Justicia informó de que el tiroteo, que según los medios locales podría haber dejado cuatro muertos más, se registró cerca de la plaza principal.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">   Según informaciones del diario 'El Universal', un grupo de desconocidos ejecutó a Arturo Esparza, de 63 años de edad, mientras que, en un suceso diferente, hombres armados lanzaron ráfagas de metralla contra el domicilio de Jaime Rodríguez Calderón, alcalde de la misma localidad.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">    García es un municipio cercano a San Pedro Garza García, cuyo alcalde, Mauricio Fernández, declaró una guerra contra el crimen organizado, asegurando que aun fuera del límite de sus atribuciones como alcalde terminará con los secuestros, extorsiones y tráfico de drogas en la zona.</span></p>	
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<title>El Sionismo se Adueñó de EE.UU.</title>
	<link>http://altermediamundo.blogia.com/2009/110408-el-sionismo-se-adueno-de-ee.uu..php</link>
		<description><![CDATA[ James Petras: "El sionismo se ha adueñado de los centros de poder en Estados Unidos"   James Petras, intelectual estadounidenseCredito: Archivo 04 de noviembre 2009. - Chury: Petras, como lo hago siempre, quería preguntarte en... 
]]></description><comments>http://altermediamundo.blogia.com/2009/110408-el-sionismo-se-adueno-de-ee.uu..php#comments</comments>
	<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 20:31:00 -0600</pubDate>
<category>James Petras</category>
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<content:encoded><![CDATA[	 <p><a href="http://www.aporrea.org/tiburon/n144951.html">James Petras: "El sionismo se ha adueñado de los centros de poder en Estados Unidos"</a></p><p> </p><p> </p><table border="0" cellspacing="2" cellpadding="2" width="250" align="center" bgcolor="#d0d0ff"><tbody><tr><td><a href="http://www.aporrea.org/imagenes/gente/james_petras_venezuela_309.jpg" target="_blank"><img src="http://www.aporrea.org/imagenes/gente/james_petras_venezuela_309_p.jpg" border="1" width="250" /></a></td></tr> <tr><td><div class="cuerpo3">James Petras, intelectual estadounidense</div></td></tr><tr><td bgcolor="#0000a6"><div class="diablanco">Credito: Archivo</div></td></tr></tbody></table> <div style="text-align: justify;"><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">04 de noviembre 2009. - Chury: Petras, como lo hago siempre, quería preguntarte en qué estás ocupado en este momento en materia de análisis. <br /></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Petras: Bueno, empezando un pequeño artículo sobre la marcha atrás del gobierno norteamericano con las negociaciones con Israel y Palestina. Hace más de seis meses el gobierno de Obama insistió que los israelitas congelen los asentamientos y construcciones en Jerusalen y en la franja palestina y los israelitas están construyendo 3.000 nuevos departamentos allá y hace una semana la señora Clinton insistió que no era más condición que Israel pare la construcción y los palestinos deben empezar las negociaciones. Y esta marcha atrás está denunciada por muchos progresistas, incluso algunos israelitas diciendo que Estados Unidos debe dejar de chuparle el dedo a los israelitas y presiona. Pero no mencionó la clave en toda esta política vergonzosa que es que EE.UU. está actuando como mendicante pidiendo y después capitulando. No mencionan el hecho de que esta marcha atrás es producto del poder de los sionistas en EE.UU. que están en una campaña frontal hace tiempo defendiendo los nuevos asentamientos y poniéndose en contra de Obama porque quería congelarlos para empezar las negociaciones. Y otra vez ninguna persona, incluso los que critican la política de Clinton y Obama sobre esta marcha atrás, ha mencionado el poder de los sionistas, su campaña, su influencia.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Y otra cosa en relación con eso es el reportaje Goldstone, esta Comisión de las Naciones Unidas que denunció y documentó los asesinatos y masacres israelitas. Aquí en el Congreso norteamericano los sionistas han conseguido más de tres cuartas partes del Congreso para repudiar el informe de 500 páginas documentado por Goldstone que no sólo es un juez respetado sino que él mismo es un judío que incluso apoya a Israel en términos generales. Y eso otra vez muestra el tremendo poder que tienen los sionistas controlando toda la conducta y política norteamericana en relación con el Medio Oriente, en particular cualquier cosa vinculada con Israel. </span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Y nadie, pero nadie aquí, con excepción de pequeños grupos minúsculos, se atreve a mencionar el poder sionista en EE.UU. Ni Chomsky ni todos los destacados intelectuales están a la altura de poner el énfasis no sólo sobre Obama y Clinton sino sobre los que los controlan e influyen.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Fíjate que el señor Obama hace dos semanas estuvo en Nueva York recogiendo dinero de 3 millones, 30 mil por pareja. Y los organizadores de esta reunión eran financistas sionistas y eso explica también la marcha atrás del señor Obama. <br /></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Chury: Una situación desesperanzadora, más allá de que no se abrigaran demasiadas esperanzas. Pero esto es como la concreción anunciada de un fracaso. <br /></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Petras: Sí, es vergonzoso. Fíjate un poder que tira bombas sobre Irak, tira bombas sobre Pakistán y en relación con Israel está de rodillas cuando pide una propuesta política. Incluso la señora Clinton estuvo en Pakistán acusando al gobierno de esconderse de los de Al Qaeda, de no buscarlos con fuerza. Mientras hay esta actitud de arrogancia y prepotencia con Pakistán, del otro lado de rodillas ante Israel, un país de menos personas, menos influencia en el mundo intelectual y todo lo demás. Aquí tenemos la explicación de esta paradoja que es el poder sionista en los EE.UU,. y su inserción en posiciones muy importantes. El jefe de Comité del Congreso, encargado de la denuncia del informe Goldstone, es el señor Howard Berman, un sionista de California.Así que no sólo hay presión afuera del gobierno sino que está infiltrada la quinta columna en el Congreso, los Comités del Congreso, en el Ejecutivo y en otros sectores gubernamentales, incluso Hacienda donde organizan las campañas para las sanciones contra Irán el señor Stuart Levey. Y yo estoy documentando todo eso en un informe que voy a terminar en una o dos semanas. <br /></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Chury: ¿Cómo el sionismo se ha adueñado tanto de los centros de poder en Estados Unidos? <br /></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Petras: Porque están organizados. Hay 51 organizaciones sionistas en EE.UU. que representan un 25 ó 30 por ciento de lo que llaman judíos. Porque hay mucha gente que llaman judíos pero no practican la religión ni tienen nada que ver con las organizaciones sionistas incluso en las organizaciones judías. Entonces entre aproximadamente 6 millones hay organizados 2 millones pero entre ellos hay muchos multimillonarios fanáticos que tienen dinero para financiar campañas. Y segundo, hay un compromiso ideológico entre muchas personas organizadas a favor de Israel, que esta red se apoyan unas a otras en el avance y ubicación de sionistas en el gobierno. No es simplemente casual, no es una decisión individual. Hay un nepotismo que opera porque comparten una ideología. Hay una militancia muy fuerte, hay autodisciplina y organización que pasa línea.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">En cierto sentido me recuerda mucho a los stalinistas. Mucha gente intelectual que muestra un conocimiento de economía, de ciencia, de lo que sea, pero cuando tocan el tema de los crímenes de Israel se callan la boca, no mencionan. Como los juicios de Stalin en los años 30, tratan de la misma forma con explicaciones de que los palestinos son terroristas, como los stalinistas decían que criticos eran agentes de Hitler, .</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Es un gran paralelismo entre la forma que actúan las organizaciones sionistas y la subordinación total a los intereses del estado de Israel con lo que hizo el Partido Comunista en los años 30 frente a Stalin y todas sus políticas de purgas, de firma de acuerdos con los nazis, etc.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Es algo similar y tal vez podríamos decir que el sionismo es el stalinismo del Siglo 21. <br /></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Chury: Petras, finalmente se ha conocido por una declaración de José Mujica en Uruguay su apoyo a la instalación de bases militares norteamericanas en Colombia y a la vez han firmado la instalación o la utilización de las bases por parte de los militares de Estados Unidos. Fuerzas norteamericanas que tendrán inmunidad total y no deberán responder frente a las autoridades de Colombia sino frente a las autoridades de EE.UU.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">¿Qué se puede decir sobre eso? <br /></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Petras: Es un enclave colonial. Porque la impunidad total, la jurisdicción norteamericana son típicas de las colonias que hemos visto en varios momentos en varios países. El control que tiene sobre la operativa de las bases y también la inserción en el mando militar colombiano. Es evidente que los EE.UU. hace tiempo que están operando en estas bases, no es nada nuevo. Ahora, firmar el acuerdo es simplemente dar una fachada legal a lo que ha existido por mucho tiempo.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Yo creo que no tiene que ver tanto con la lucha interna porque como hemos visto en otras entrevistas EE.UU. está presente hace tiempo con una mezcla de oficiales y mercenarios contratados por el Pentágono más las operaciones clandestinas de la CIA. Creo que lo obvio en esta situación es que las bases militares norteamericanas son para controlar operaciones contra Venezuela, darles más peso a la táctica y estrategia de desestabilización y la infiltración de la subversión particularmente en Venezuela. En ese sentido Mujica es cómplice con esta campaña de destruir la democracia y el proceso social en Venezuela. No es simplemente un boludo caminando y tirando propuestas en el aire. Yo creo que está muy consciente que la operación norteamericana está dirigida contra Venezuela y esa es la forma de acompañar este proceso. <br /></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Chury: El otro día me hablaste de un propósito norteamericano de utilizar bases en Paraguay. Ya hay alguna base por allí, pero ¿hay algo nuevo con respecto a eso? <br /></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Petras: Bueno, el señor Lugo y su equipo, han tenido relaciones con fundaciones norteamericanas, particularmente fundaciones conectadas con el gobierno. Estos funcionarios antes eran ONG. Ahora, Lugo es un político que utilizó una retórica populista para atraer el voto de las clases populares y los campesinos. Pero en realidad si uno analiza el interior de su equipo y los vínculos que mantiene por ejemplo con la publicación ABC y con la radio que tiene, sus antecedentes están con operaciones norteamericanas. La declaración que hizo hace dos meses de que no va a permitir tropas y enseguida dio marcha atrás y ahora hay más de 300 soldados norteamericanos metidos en operaciones y ejercicios en Paraguay. Creo que hay un mal entendido entre las revistas y publicaciones sobre quién es Lugo. Lugo no es nada progresista, es un oficial político con antecedentes paternalistas cuando era miembro del clero y ahora sigue siendo un político que manipula la opinión pública dando declaraciones y después dando la vuelta y apoyando una colaboración muy estrecha con los EE.UU. Y particularmente es un peligro para Bolivia, que ha tomado una posición más socialdemócrata de economía mixta, con más críticas a Washington. Entonces creo que Paraguay para Washington es el contrapeso de Bolivia como Colombia es el contrapeso contra Venezuela.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Está tratando de crear contrapesos en América Latina en ese sentido.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Perú contra Ecuador, Colombia contra Venezuela y Paraguay contra Bolivia. <br /></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Chury: Muy bien. Petras, sé que es un tema entreverado el de Honduras porque el partido Liberal cuenta entre sus filas al golpista, al ex presidente Zelaya y al candidato en las próximas elecciones, una cosa muy compleja. Pero ¿cómo ves esa situación? <br /></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Petras: Yo no entiendo cómo la izquierda está saludando este acuerdo que firmaron los negociadores de Zelaya porque deja todo el asunto del arreglo en el Congreso controlado por los golpistas y el Congreso no se va a convocar porque está en receso, están en campaña electoral y no tienen ningún interés en convocarse y tomar la decisión de restitución. Y ahora hay una gran contradicción porque Zelaya dice que primero apoyó el acuerdo, ahora dice que no es dependiente del Congreso.Que se queda colgado todo el asunto porque depende de un acuerdo que no se va a cumplir en ningún caso y las condiciones para el cumplimiento están en manos de los golpistas.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Fíjate que incluso en la mejor condición, el acuerdo deja toda la estructura golpista intacta: el ejército, el Poder Judicial, nada de proceso judicial contra los golpistas.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Entonces ¿qué pasa? Si Zelaya vuelve está totalmente dependiente de los poderes existentes. Pero más allá de todo eso, ni eso se cumple y no tienen ninguna intención. No sé cómo los negociadores de Zelaya podrían firmar un acuerdo que deja toda la decisión del retorno de Zelaya en las manos del golpista que no tiene ninguna intención de cumplir estas condiciones. Creo que es muy prematuro y un error político darle tanto aplauso a un acuerdo manipulado por la señora Clinton que estaba involucrada en este acuerdo. Y todo el mundo sabe que ella quería limitar al máximo el tiempo que va a quedar en el gobierno Zelaya y fortalecer a los golpistas en la institucionalidad. Y las dos cosas están en marcha ahora: Zelaya no va a volver por un tiempo extenso. Lo van a poner en la presidencia como figurín una semana antes de las elecciones pero el acuerdo legitima las elecciones bajo el control de militares, bajo la ocupación de la ciudad por los militares, donde los únicos candidatos son de la derecha y ultra derecha y un pequeño grupúsculo de izquierda que se mete en este proceso.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Yo creo que la izquierda es demasiado seguidora y si Zelaya dice a dicen a sin analizar el contenido del documento firmado. <br /></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Chury: Bueno, ese seguimiento de la izquierda a Zelaya se da también en otros países pero que no tienen el problema que ahora tiene Honduras.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Petras, muy bueno el análisis, te lo agradezco muchísimo en nombre de la audiencia y nos reencontramos el próximo lunes. <br /></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Petras: Bueno. Un saludo para los taxistas, amas de casa, oficinistas y los demás oyentes.</span></p><span style="font-size: medium;">Un abrazo. </span><br /><br /><a href="http://www.radio36.com.uy/" target="_blank">www.radio36.com.uy</a></div>	
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<title>MST Denuncia Perseguiçâo Política</title>
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	<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 20:04:00 -0600</pubDate>
<category>Brasil Social  e Humanitário</category>
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<content:encoded><![CDATA[	 <p><a href="http://www.mst.org.br/node/8514"><em>MST denuncia perseguição política à OIT na Suíça</em></a></p><p style="text-align: justify;"><em><a href="http://www.psolsp.org.br/wp-content/uploads/2009/10/mst.gif" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview(&amp;rsquo;/outbound/article/www.psolsp.org.br&amp;rsquo;);"><img class="alignleft size-full wp-image-3125" src="http://www.psolsp.org.br/wp-content/uploads/2009/10/mst.gif" border="0" alt="mst" title="mst" width="161" height="162" /></a></em><span style="font-size: medium;"></span></p><p style="text-align: justify;"> </p><p> </p><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: x-small;"><span style="color: #ffffff;"><br /></span><span style="font-size: medium;">O  integrante da coordenação nacional do MST, João Paulo Rodrigues, entregou ao  diretor-geral da OIT (Organização Internacional do Trabalho), Juan Somavia, e à  representante permanente do Brasil junto à ONU (Organização das Nações Unidas),  embaixadora Maria Nazareth Farani Azevêdo, uma denúncia sobre o processo de  repressão e criminalização da luta dos trabalhadores rurais pela Reforma  Agrária no país, em audiência em Genebra, nesta segunda-feira  (02/11).</span></span></div><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"> </span></p><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />Em outubro, foi instalada por iniciativa de parlamentares  da bancada ruralista uma CPI contra o MST, como forma de represália ao anúncio  do governo federal da atualização dos índices de produtividade. Essa é a  terceira CPI contra o MST instalada nos últimos quatro anos. &amp;ldquo;Estamos sofrendo  uma perseguição política, que pretende atingir a Reforma Agrária, a organização  do povo na luta por direitos e a democracia no Brasil&amp;rdquo;, afirmou João  Paulo.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />O documento apresentado pelo MST afirma que &amp;ldquo;se organiza  esse grande quebra-cabeças que é a repressão aos movimentos sociais, em  particular ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra no Brasil, voltado  para a manutenção do desrespeito à Constituição Federal, ao Pacto Internacional  dos Direitos Econômicos Sociais e Culturais e à manutenção da injustiça nas  relações agrárias&amp;rdquo;.<br /><br /><strong>A denúncia foi apresentada em parceria com os  dirigentes das centrais sindicais brasileiras, CUT, CTB, Força Sindical, UGT,  NCST e CGTB, que entregaram uma denúncia contra procedimentos do Ministério  Público do Trabalho.<br /></strong><br />Com essa iniciativa, o MST começa uma  campanha internacional contra a criminalização dos movimentos sociais por  setores do Poder Judiciário, do Congresso Nacional e da mídia  burguesa.<br /><br />Abaixo, leia a denúncia apresentada à OIT e à  ONU.<br /><br /><strong>A ATUALIDADE DA VIOLÊNCIA CONTRA OS TRABALHADORES SEM TERRA  NO BRASIL</strong><br /><br />Derrotada a ditadura militar brasileira, o campesinato  fez sua reentrada em cena, demandando acesso à terra. O país marcado pela grande  extensão e pela concentração da propriedade viu-se questionado pelo volume das  ações camponesas e pela radicalidade das demandas, assim como pelo  reaparecimento de velhos novos atores &amp;ndash; indígenas e afrodescendentes &amp;ndash; e pela  consciência da necessidade de um ajuste de contas com o passado e o futuro das  relações de propriedade da terra que enfrentasse a questão da abundância de  terras produtivas inexploradas, multidões de trabalhadores rurais sem acesso a  elas e minorias ínfimas de proprietários latifundistas para quem a terra mal  chega a ser fator econômico, reduzida quase sempre a fator de  poder.</span></div><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"> </span></p><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />A busca da terra prometida por Deus e pelos  homens[1]gerou uma nova forma de articulação camponesa, o Movimento dos  Trabalhadores Rurais Sem Terra-MST, e de recuperação das áreas que não cumpriam  a função social[2], as ocupações massivas[3]. </span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />O surgimento do MST e das ocupações coletivas redundou em  aspectos aparentemente conflitantes, mas que se harmonizaram na realidade da  luta pela terra no Brasil. <br />De um lado, ultrapassou-se a fase em que as  ocupações eram realizadas quase que individualmente. Acompanhados de suas  famílias ou, raramente, em pequenos grupos de duas ou três famílias, camponeses  adentravam a mata e lançavam suas lavouras em terras públicas, ali permanecendo  o tempo que a sorte lhes permitisse, sobrevivendo do que logravam obter das  plantações, da coleta e da caça. Até que um dia eram descobertos pelos  pistoleiros a mando de alguém que se intitulava possuidor da terra e o encontro  terminava quase sempre na expulsão ou em choupanas queimadas e cadáveres  insepultos devorados por animais, ossadas incorporadas ao húmus da floresta, vez  ou outra descobertos, agora, quando a &amp;ldquo;civilização&amp;rdquo; chega àquelas paragens. </span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />Se o pequeno número de ocupantes favorecia seu  ocultamento na mata, e se esse ocultamento possibilitava uma sobrevida como  resultado do desconhecimento da ocupação pelos grileiros, tinham também em si a  raiz de sua derrota pela incapacidade de resistir à força do latifundiário e  pela garantia do acobertamento de sua violência. Esse tipo de ocupação, ademais,  tinha a característica de mascarar os dados reais da luta pela terra, eis que  esses pequenos conflitos resolvidos pela morte no fundo da mata não chegavam ao  conhecimento da sociedade, ficando quase sempre limitados aos próprios grileiros  e matadores e às autoridades que os acobertavam.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />O surgimento do novo movimento camponês deu visibilidade  aos conflitos: não se as podia esconder as ocupações massivas, nem era possível  agredi-las tão facilmente. Essa maior visibilidade, contrastando com o silêncio  tumular &amp;ndash; diga-se &amp;ndash; anterior, permitiu muitas vezes que se atribuísse à presença  do MST numa determinada região o surgimento dos conflitos pela terra, quando, na  verdade, ela apenas era responsável pela retirada do véu que os encobria.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />Essa nova fase da luta camponesa se iniciou exatamente no  período em que a sociedade mais fortemente manifestou seu repúdio à violência e  à tortura, e também esse fator algemou as mãos do latifúndio limitando o direto  exercício da violência que praticava anteriormente, obrigando-o a lançar mão de  seus agentes no aparelho policial, tendo sido esse, principalmente, o motivo que  fez com que, na segunda metade da década de 80 a repressão às demandas  camponesas fosse feita pelo exército privado do latifúndio, mas já em  substituição pelo organismo policial, reservada à polícia local uma primeira  ação, em geral sem muita preocupação com a legalidade, com vistas a impor aos  camponeses o medo do Estado protetor do latifúndio.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />Depois, quando ineficaz esta ação policial atemorizadora,  o que ocorria quase sempre nas condições do atuar coletivo dos trabalhadores,  foi ganhando corpo a intervenção do Ministério Público e do Poder Judiciário,  num primeiro esforço para dar contornos legais à repressão contra os camponeses,  adequada aos novos tempos que se apresentavam como "democráticos" e submetidos  ao "império da lei".</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />Ao longo de vinte anos, houve no Brasil, um  aprofundamento e alargamento desse processo, com a busca incessante por parte do  estatado de mecanismos mais adequados ao exercício da repressão aos movimentos  sociais. O qual não cessou, um instante sequer, de buscar articular fórmulas que  ultrapassam os marcos da lei e outras que se mantém dentro de suas lindes.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />A eficácia apenas parcial das articulações da violência  direta do latifúndio com aquelas dos organismos estatais &amp;ndash; policial, do  Ministério Público e do Poder Judiciário -, fez surgir uma terceira fase, aquela  em que estamos no momento, em que se busca, mais que tudo, uma deslegitimação do  movimento camponês e o estabelecimento de uma repulsa social contra ele,  apresentando-o já não apenas como violento, mas, principalmente, como agente de  corrupção.<br />Não se trata, repita-se, de substituição de uma fórmula por outra,  mas do surgimento de novas fórmulas que se vão articulando com as antigas,  ganhando procedência sobre estas, sem que nenhuma delas seja, porém,  abandonada.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />Da repressão que se quis fora dos marcos legais,  verifique-se, a título de exemplo, que embora se tivesse buscado o apoio  policial para a violência contra o MST, as armas dos pistoleiros não foram  abandonadas. Nos Estados de Pernambuco e Pará, principalmente, ainda hoje grande  número de trabalhadores sem-terra caem vítimas das balas dos pistoleiros a  serviço do latifúndio.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />No Estado de Pernambuco:</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />Em Junho de 1997 pistoleiros atacaram um acampamento de  trabalhadores sem terra, no Engenho Camarazal, ferindo cinco trabalhadores e  matando Pedro Augusto da Silva e Inácio José da Silva. O Estado Brasileiro foi  denunciado perante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos por garantir  até hoje a impunidade dos criminosos, entre os quais são apontados policiais e  pistoleiros;</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />Em Agosto de 2006, dois dirigentes do MST em Pernambuco,  Josias Sales e Samuel Barbosa, foram assassinados por pistoleiros no município  de Moreno.<br />No dia 06 de julho deste ano (2009) os Sem Terra João Pereira da  Silva, de 39 anos, José Juarez Cesário da Silva, 21 anos, Natalício Gomes da  Silva, 36 anos, José Angelino Morais da Silva, 43 anos e Olímpio Cosmo Gonçalves  foram mortos por pistoleiros quando participavam da construção das casas no  Assentamento Chico Mendes, Agreste de Pernambuco. Além dos cinco mortos, um  outro trabalhador sem terra, Erionaldo José da Silva, ficou ferido.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />Em Julho de 2000, José Marlúcio da Silva, 47, foi morto  com um tiro no peito disparado por policiais que reprimiram uma manifestação de  trabalhadores sem-terra em Recife. Também nesse caso o Estado vem cuidando de  garantir a impunidade dos matadores.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />No Estado do Pará:</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />No dia 17 de abril de 1996, um destacamento da Polícia  Militar do Estado do Pará, sob o comando do Coronel Mário Colares Pantoja  assassinou 19 trabalhadores rurais sem terra que faziam uma marcha pela reforma  agrária, no que ficou conhecido como o Massacre de Eldorado de Carajás. O Poder  Judiciário do Pará garantiu a impunidade de todos os policiais envolvidos, com  exceção do Coronel Pantoja e do Capitão Raimundo José Almendra Lameira que,  embora condenados encontram-se ainda hoje em liberdade.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />Em março de 1998, os trabalhadores rurais e dirigentes do  MST Onalício Araújo Barros e Valentim Serra, conhecidos como &amp;ldquo;Fusquinha&amp;rdquo; e  &amp;ldquo;Doutor&amp;rdquo;, foram assassinados, por pistoleiros que atuavam em parceria com  policiais militares. Depois de executarem uma operação de reintegração de posse,  junto com policiais militares, alguns deles participantes do Massacre de  Eldorado de Carajás, pistoleiros seqüestraram Onalício e Valentim e os  assassinaram, lançando os corpos na estrada. Até hoje o inquérito se encontra  paralisado, numa forma de exercício da garantia estatal da impunidade aos crimes  do latifúndio.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />No dia 2 de fevereiro de 2005, pistoleiros e fazendeiros  assassinaram Irmã Dorothy Mae Stang em Anapu, no Pará. Três pistoleiros foram  condenados pelo crime, sendo que dois deles já se encontram em liberdade. Nenhum  dos fazendeiros foi condenado.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />Não apenas no Pará e em Pernambuco, porém, segue o  exercício direto e através de policiais da violência contra a população  camponesa.<br />No sul do Brasil, no Paraná, são grandes empresas multinacionais  como a Syngenta que organizam a morte dos trabalhadores, o que levou a que  pistoleiros a serviço da empresa, agindo sob título de  &amp;ldquo;empresa de  segurança&amp;rdquo;, no dia 22 de outubro de 2007, matassem o dirigente sem-terra Valmir  Mota de Oliveira, o Keno. Os pistoleiros da Syngenta estão sendo protegidos pelo  Estado. Os trabalhadores sem terra que reagiram ao crime estão sendo  processados.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />Em Minas Gerais, no dia 29 de outubro deste ano (2009), a  Freira Dominicana Geralda Magela da Fonseca, conhecida como &amp;ldquo;Irmã Geraldinha&amp;rdquo;,  foi ameaçada de morte por fazendeiros da região do Vale do Jequitinhonha,  pertencentes à família Cunha Peixoto, por apoiar as demandas do MST. As ameaças  a Irmã Geraldinha repetem aquelas feitas a Irmã Dorothy Stang antes de seu  assassinato e repetem outras que foram feitas contra trabalhadores sem terra  posteriormente vitimados no chamado </span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"> </span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;">Massacre de Felisburgo.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />Em 20 de novembro de 2004, 18 assassinos encapuzados,  coordenados pelo latifundiário Adriano Chafik, foram ao acampamento Terra  Prometida, em Felisburgo, região do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais e  atiraram contra homens, mulheres e crianças. Cinco camponeses Sem Terra Iraguiar  Ferreira da Silva, Miguel José dos Santos, Francisco Nascimento Rocha, Juvenal  Jorge Silva e Joaquim José dos Santos foram mortos. Mais 13 pessoas, incluindo  crianças, foram baleadas e cem famílias foram desalojadas.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />No Rio Grande do Sul, no dia 21 de agosto, a Brigada  Militar (polícia militar estadual) matou o trabalhador sem terra Elton Brum da  Silva durante a desocupação de uma área no município de São Gabriel. Embora  houvesse informações que o disparo fora realizado pelo comandante do 2º RPMon de  Livramento, Ten. Coronel Flávio da Silva Lopes, a Brigada Militar foi eficaz em  não deixar provas.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />Da repressão que o suporte do latifúndio disse se  realizar dentro dos limites legais, quer a repressão policial, quer aquela de  que se incumbiram os agentes do Ministério Público e do Poder Judiciário das  comarcas do interior, fregueses de cama e mesa do latifúndio, foram se  frustrando ante uma advocacia popular que se foi organizando e estreitando laços  com as organizações camponesas, e encontrou formas técnicas de exercer seu  papel, derrotando passo a passo as fórmulas jurídicas que foram buscadas para  impedir o reconhecimento da legalidade da demanda pela reforma agrária.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />O processo de criminalização dos movimentos sociais, nome  que, entre nós damos às ações de agentes estatais, como de políticos e da mídia,  visando a reprimir os movimentos sociais e seus militantes como criminosos ou  criar condições para que tal repressão se exerça, não cessou, porém, e nem tem  como cessar porque o que buscamos, de nosso lado, é o cumprimento das normas  constitucionais que determinam a realização da reforma agrária, enquanto buscam  os latifundiários e seus apoiadores impedir a realização do mandamento  constitucional.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />Por esse motivo, mais recentemente, e principalmente a  partir do atual governo, as forças do latifúndio tem dirigido seus esforços  para, sem deixar de matar, prender e torturar trabalhadores sem terra, produzir  uma estigmatização do MST, que resulte num abandono por seus apoiadores e,  simultaneamente, a destruição de sua articulação.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />O meio utilizado para isso tem sido a articulação dos  diversos elementos, promotores de justiça e magistrados vinculados ao  latifúndio, parlamentares e agentes contratados da mídia.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />Em dezembro de 2003, primeiro ano do governo do  Presidente Lula, e com vistas também a atacar a atuação do governo e evitar o  cumprimento de seus compromissos de candidato com a reforma agrária, a bancada  ruralista no Senado e Câmara dos Deputados instalaram uma Comissão Parlamentar  Mista de Inquérito declaradamente destinada a investigar as atividades do MST e  de organizações e pessoas que o apóiam. </span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"> </span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;">Dois anos depois, em dezembro de 2005, o relatório final da  Comissão foi rejeitado por uma maioria de descontentes com o diagnóstico  aprofundado da situação agrária de nosso país e as diversas sugestões  apresentadas para que a Constituição brasileira fosse cumprida. Os dissidentes  apresentaram um relatório que, mais do que o próprio MST, buscou criminalizar  organizações da sociedade civil que apóiam a reforma agrária, chegando ao cúmulo  de pretender que as ocupações de terra fossem tipificadas como crime de  terrorismo, com o que terrorismo no Brasil seria identificado como ocupação de  terras, já que não existe, entre nós, esse tipo penal.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />Já em 2006, a bancada ruralista no Senado, propõe a  instalação de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito, que foi instalada em  março de 2007 e ficou conhecida como CPI das ONGs, com o objetivo declarado de  pressionar as entidades que apóiam o MST.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />Embora essa Comissão ainda esteja em funcionamento, uma  vez mais a bancada de defesa do latifúndio volta à carga neste mês de outubro,  propondo e logrando a instalação de uma terceira Comissão Parlamentar Mista de  Inquérito, para pressionar o MST, as atividades de apoio a ele e o próprio  governo do Presidente Lula, acusando o MST de apropriar-se de recursos públicos,  através de entidades que estabelecem convênios com o governo.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />É que em agosto deste ano o Presidente Lula assumiu o  compromisso de assinar o decreto de atualização dos índices de produtividade.  Estes índices são importantes para o cumprimento do dispositivo constitucional  que fala da reforma agrária, porque é com base neles que se avalia se uma  determinada propriedade cumpre o requisito do &amp;ldquo;aproveitamento racional e  adequado&amp;rdquo; sem o que não será atendida a exigência de observância da função  social da propriedade. </span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"> </span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;">Os atuais índices foram fixados em 1980 e tiveram como base o  censo agropecuário de 1975. O estabelecimento de novos índices deverá levar em  conta a média de produtividade das microrregiões entre 1996 e 2007. Como os  latifundiários preferem deixar a terra improdutiva, para tê-la apenas como  reserva de valor ou de poder, muito mal cumprem os índices estabelecidos em  1980, o que torna o latifúndio, do ponto de vista constitucional, alvo de  desapropriação por interesse social para fins de reforma agrária.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />Pretende a bancada do latifúndio, assim alcançar o triplo  objetivo de colar no MST a imagem de movimento de corruptos; estabelecer uma  fissura no apoio que a sociedade brasileira e muitos parceiros nacionais e  internacionais brindam às aspirações camponesa, e, finalmente, fazer o governo  recuar em seu intento de promover a atualização dos índices de produtividade das  propriedades rurais.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />Essas medidas dos defensores políticos do latifúndio  contam sempre com a mais forte divulgação da mídia, eis que, no Brasil, a  maioria dos donos de jornais são também proprietários rurais ou partilham  interesses com eles.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />Com essas atitudes não apenas se visa lograr o  enfraquecimento da demanda pela terra, como a destruição da própria articulação  dos camponeses sem terra brasileiros.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />Que este é o objetivo da repressão ao MST vê-se da  atuação coordenada desses mesmos agentes políticos e da mídia.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />No Estado do Rio Grande do Sul, ali mesmo onde a Brigada  Militar evoluiu do cerco, prisão e espancamento para o assassinato de  trabalhadores sem terra, o Poder Judiciário viola seguidamente o direito de  manifestação, ordenando à força policial que impeça marchas de trabalhadores. </span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />Num episódio ocorrido no ano passado, o Ministério  Público do Estado do Rio Grande do Sul deixou vazar ata de reunião do Conselho  Superior em que diversos promotores se articulam para usar o poder estatal  contra o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra, acoimando este de violar  a segurança nacional.<br />Em seguida a isso, o Ministério Público Federal propôs  ação penal contra oito trabalhadores sem terra, acusando-os de crime contra a  segurança nacional, processo que ainda está em curso, no mais claro caso de  criminalização de um movimento social:</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br /><em>&amp;ldquo;O MST é réu num processo político. (...) A denúncia  oferecida contra os oito militantes do MST na Justiça Federal na comarca de  Carazinho é base de uma ação política, porque os réus são, ali, acusados de  violação aos artigos 16; 17, caput; 20, caput e 23, I, da Lei de Segurança  Nacional&amp;rdquo;</em></span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br /><em>... &amp;ldquo;De quatro dispositivos penais utilizados, o  primeiro criminaliza a pertinência a uma organização política; o segundo  criminaliza a ação dessa organização política; o quarto criminaliza a divulgação  de seu ideário, e o terceiro é aquele cujo objetivo é apenas o de intitular de  terrorista a associação política que se quer destruir.<br />No plano jurídico a  eleição da Lei de Segurança Nacional tem o condão de proibir o exercício da  ampla defesa, uma vez que obriga cada um dos réus a justificar todas as ações de  qualquer integrante da organização a que pertença, podendo - em tese - virem a  ser condenados no Rio Grande do Sul por algum ato que tenha sido praticado por  outro integrante da mesma associação - mesmo sem seu conhecimento - num remoto  vilarejo do Amazonas.</em></span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br /><em>Mas, e é o que nos parece mais importante destacar,  sendo os réus acusados de pertinência a uma organização de que se diz ser  criminosa, é a própria organização que está, na verdade, sendo acusada -  criminalizada - sem que lhe seja dada a possibilidade de defender-se. Quanto aos  réus, são eles na verdade meros peões eleitos aleatoriamente, eis que qualquer  um dos milhares de integrantes do MST poderia ser igualmente adequado para  figurar na denúncia, já que ainda que pessoalmente nada se possa provar contra  eles, o simples fato de admitirem ou ser provada sua filiação já justificaria a  ojeriza do MPF no Rio Grande do Sul.</em></span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br /><em>Tanto assim é que, admita-se a hipótese, ainda que  todos à exceção de um negassem sua adesão ao MST e esta não ficasse provada, o  fato de um único a admitir e por isso ser condenado, já implicaria a existência  de uma decisão judicial estabelecendo que teria ele participado de &amp;lsquo;associação,  partido, comitê, entidade de classe ou grupamento que tenha por objetivo a  mudança do regime vigente ou do Estado de Direito, por meios violentos ou com o  emprego de grave ameaça&amp;rsquo;.<br />O que implicaria dizer que o MST seria uma tal  &amp;lsquo;associação, partido, comitê, entidade de classe ou grupamento que tenha por  objetivo a mudança do regime vigente ou do Estado de Direito, por meios  violentos ou com o emprego de grave ameaça&amp;rsquo;.</em></span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br /><em>Resulta, assim, evidente que ademais de se estar  criminalizando o MST como entidade, como movimento social, está-se procedendo  judicialmente de modo a impedir que esse movimento se defenda nos autos do  processo, permitindo-se o MPF e a Justiça Federal eleger os oito cordeiros para  o sacrifício da democracia.&amp;rdquo;[4]</em></span></div><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><em> </em></span></p><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><em><br /></em>Essa mesma articulação que integra alguns promotores  de justiça com procuradores da república, trouxe à casa a imprensa latifundista  gaúcha e setores da magistratura, de modo que o Ministério Público ajuizou ações  civis pleiteando o despejo de acampamentos de trabalhadores, a imprensa fez a  defesa da medida e o judiciário a deferiu, liminarmente, o que constitui um  absoluto contra-senso, já que se os trabalhadores ganharem a ação, ao final, já  não haverá possibilidade de retomar os acampamentos. O que denuncia, por si só,  a intenção malvada por detrás da medida.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />Essa mesma articulação integrou também o governo do  Estado do Rio Grande do Sul, pleiteando e obtendo o Ministério Público o  fechamento das escolas que atendiam as crianças acampadas e assentadas. Depois  do fechamento, que implicou deixar milhares de crianças sem acesso à educação, o  mesmo promotor responsável pela violação dos direitos humanos daqueles infantes  ameçou processar os pais que não matriculassem e conduzissem as crianças às  escolas distantes às vezes dezenas de quilômetros do local onde se encontram  acampados ou assentados.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br /><strong>RESUMO</strong></span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />Não arrefece, antes se sofistica, a repressão contra as  demandas camponesas.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />Na atualidade, os inimigos da reforma agrária que a  Constituição Federal ordena seja feita articulam diversos tipos de ações  repressivas.<br />Exercitam a violência valendo-se do braço armado do latifúndio  no Pará e em Pernambuco, principalmente, mas também em Minas Gerais, com o rosto  do pistoleiro.<br />Permitem-se matar com o uniforme das empresas de seguranças  constituídas pelas multinacionais voltadas à produção de organismos  geneticamente modificados, no Paraná.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />Juntam no mesmo ambiente os assassinos e torturadores com  a farda da Brigada Militar gaúcha, com os sofisticados meneios do Ministério  Público estadual e federal, a condescendência cúmplice do Poder Judiciário e o  assente cúmplice do Governo do Estado no Rio Grande do Sul.</span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />Voltam-se a estigmatizar como corruptos o MST e seus  parceiros, visando ao rompimento desse suporte, pela palavra dos mais  descredenciados porta-vozes do latifúndio mais arcaico, através de sua  articulação no Parlamento e nos tribunais de contas. </span></div> <div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><br />Cada um desses elementos, cada um dos pedacinhos com que  se organiza esse grande quebra-cabeças que é a repressão aos movimentos sociais,  em particular ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra no Brasil voltado  para a manutenção do desrespeito à Constituição Federal, ao Pacto Internacional  dos Direitos Econômicos Sociais e Culturais e à manutenção da injustiçã nas  relações agrárias.<br /><br /><br />[1] A Constituição da República Federativa do  Brasil trata, no Capítulo III, da política agrícola e fundiária e da reforma  agrária. Ali se determina, no art. 184, que &amp;ldquo;Compete à União desapropriar por  interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural que não esteja  cumprindo sua função social, mediante prévia e justa indenização em títulos da  dívida agrária, com cláusula de preservação do valor real, resgatáveis no prazo  de até vinte anos, a partir do segundo ano de sua emissão, e cuja utilização  será definida em lei.&amp;rdquo;<br />[2] O Art. 186 da Constituição Federal afirma que &amp;ldquo;A  função social é cumprida quando a propriedade rural atende, simultaneamente,  segundo critérios e graus de exigência estabelecidos em lei, aos seguintes  requisitos: I - aproveitamento racional e adequado; II - utilização adequada dos  recursos naturais disponíveis e preservação do meio ambiente; III - observância  das disposições que regulam as relações de trabalho; IV - exploração que  favoreça o bem-estar dos proprietários e dos trabalhadores.<br />[3] O surgimento  do MST recupera a experiência das Ligas Camponesas, anteriores à ditadura  militar, de realizar ocupações massivas de terras violadoras da função social da  propriedade.<br />[4] FON FILHO, Aton; FIGUEREDO, Suzana Angélica Paim.  Estratégias de Criminalização Social, in Direitos Humanos no Brasil 2008. São  Paulo: Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, 2008.</span></div> <div><span style="font-family: Arial; font-size: x-small;"> </span></div> <div><span style="font-family: Arial; font-size: x-small;">Informações à imprensa</span></div> <div><span style="font-family: Arial; font-size: x-small;">Igor Felippe -  11-3361-3866<br /><br />------------------------------<br />Igor Felippe  Santos<br />Assessoria de Comunicação do MST<br />Secretaria Nacional -  SP<br />Tel/fax: (11) 3361-3866<br />Correio - imprensa@mst.org.br<br />Página -   www.mst.org.br</span></div>	
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<title>Professores Guarani são assasinados no MS - Brazil</title>
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		<description><![CDATA[ Professores Guarani são mortos por fazendeiros no MS  Indígenas da comunidade Po´i Kuê informaram que, no início da tarde desta quarta-feira (4/11), foram encontrados os corpos dos professores Guarani Kaiow&amp;... 
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	<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 20:00:00 -0600</pubDate>
<category>Pueblos Originarios de Avia Yala - Ñanderetá Guazú - Pacha Mama</category>
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<content:encoded><![CDATA[	 <p><span class="field-content"><a href="http://www.mst.org.br/node/8528" title="Professores Guarani são mortos por fazendeiros no MS">Professores Guarani são mortos por fazendeiros no MS</a></span></p><p><img src="http://www.kaosenlared.net/img2/109/109453_guaraniprofessores.jpg" border="0" alt="http://www.kaosenlared.net/img2/109/109453_guaraniprofessores.jpg" /></p><p> </p><p> </p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Indígenas da comunidade Po´i Kuê informaram que, no início da tarde desta quarta-feira (4/11), foram encontrados os corpos dos professores Guarani Kaiowá Olindo Verá e Genivaldo Verá. Eles estavam desaparecidos desde 30 de outubro, quando foram atacados por um grupo de pistoleiros perto da cidade de Paranhos no Mato Grosso do Sul.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Os dois professores faziam parte de um grupo de 25 indígenas que vivem na aldeia Pirajuí e tinham voltado ao seu tekohá (território tradicional) Po´i Kuê, na última quinta-feira (29/10). No dia seguinte, um grupo de pistoleiros atacou os indígenas e os expulsou da área. Diversos Guarani ficaram feridos. A Polícia Federal está investigando o ocorrido.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">A área indígena Po`i Kuê, ocupada hoje pela fazenda Triunfo, fica no município de Paranhos na fronteira com o Paraguai e é reivindicada pelos indígenas. Esta terra está entre as áreas a serem estudas pelos grupos técnicos de identificação de terras indígenas instituídos pela Fundação Nacional do Índio (Funai) em julho de 2008. Os Guarani Kaiowá enfrentam a pior situação entre os povos indígenas do Brasil, apresentando altos índices de suicídio e desnutrição infantil. O confinamento em pequenas parcelas de terra é uma das razões principais para a precária situação do povo. Por exemplo, na aldeia Pirajuí - onde viviam os professores - moram cerca de 3 mil pessoas em 2.118 hectares. </span></p>	
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