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Se muestran los artículos pertenecientes al tema Pueblos Originarios de Avia Yala - Ñanderetá Guazú - Pacha Mama.

Los Mayas No Profetizaron el Fin del Mundo

"Mayas no profetizaron el fin del mundo"

 

Calendario maya.
Calendario maya.

Estudiosos rusos descartaron aquí que los mayas hayan profetizado el fin del mundo, idea que se les ha atribuido, tomando como base su calendario que concluye en 12 de diciembre de 2012.

La directora del Centro de Estudios Mesoamericanos "Yuri Knórosov" de la Universidad Estatal de Rusia de Ciencias Humanas, Galina Ershova, aseguró que el fin del mundo no fue pronosticado en las profecías de la cultura maya.

Durante la conferencia magistral "La vida de los mayas a través de los textos jeroglíficos" ante estudiantes de la Universidad Autónoma de Nuevo León (UANL) la doctora Ershova, especificó que la teoría maya sólo pronosticó la presencia de sequías y enfermedades en los próximos 20 años a partir de su escritura.

Destacó que los textos astronómicos no hablan de ninguna profecía "hablan sobre cosas reales y muy concretas, nada de cosmovisión y nada de muertos en 2012, simplemente ellos hablaban de sequías".

La historiadora académica rusa que se especializa en el estudio de las antiguas civilizaciones, culturas y lenguas del Nuevo Mundo y en particular la de la cultura y escritura de los mayas, dijo que éstos sólo se centran en el espacio de la vida de la humanidad.

"Los mayas no habían dicho eso -de las profecías-, en ninguno de los textos, ellos eran mucho más inteligentes", enfatizó la autora de unos 200 artículos científicos en el arte, la literatura e incluyendo más de ocho libros sobre la escritura maya, la historia, y la arqueoastronomía.

Explicó que para poder descifrar los jeroglíficos mayas, el pionero ruso Yuri Knórosov, tuvo que utilizar un modelo matemático, 365 signos de escritura silábica fonética y los 29 signos de Diego de Landa para poder comprender el mundo maya.

Mencionó que los estudios realizados en Rusia se basaron en hechos reales y no en versiones que ofenden el patrimonio cultural de un pueblo indígena.

"La educación de una cultura clásica europea que estudia las cosas del mundo antiguo de todas las regiones permitió que Yuri Knórosov, se metiera como en el agua para descifrar la escritura maya y entonces yo estaba fascinada con el paisano y también quería compartir con él este trabajo", indicó.

Galina Ershova señaló que en su trabajo analizan a través de los textos la vida maya y no a través de "gringadas que aparecen en películas, como la de Mel Gibson que ofendió a la cultura porque hablaba de la vida antigua maya cuando utilizaron todo lo nuevo en Yucatán y Quintana Roo, es una tontería" , expresó.

Añadió que "los textos mayas no sólo son una visión del universo, sino una reflexión de nosotros mismos para ver en qué mundo vivimos".

A pesar de no haberse encontrado nuevos cambios en la escritura jeroglífica maya, la historiadora académica expresó que hasta el momento todo quedará en un proceso de acumulación que estará profundizando en el pasado, presente y futuro del contexto social.

 

 

http://jovenes.es/wp-content/uploads/2008/11/2012doomsday2008.jpg

Poster de la película de Roland Emmerich 2012, jamás los Mayas imaginaron algo así al escribir su calendario.

 

Professores Guarani são assasinados no MS - Brazil

Professores Guarani são mortos por fazendeiros no MS

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Indígenas da comunidade Po´i Kuê informaram que, no início da tarde desta quarta-feira (4/11), foram encontrados os corpos dos professores Guarani Kaiowá Olindo Verá e Genivaldo Verá. Eles estavam desaparecidos desde 30 de outubro, quando foram atacados por um grupo de pistoleiros perto da cidade de Paranhos no Mato Grosso do Sul.

Os dois professores faziam parte de um grupo de 25 indígenas que vivem na aldeia Pirajuí e tinham voltado ao seu tekohá (território tradicional) Po´i Kuê, na última quinta-feira (29/10). No dia seguinte, um grupo de pistoleiros atacou os indígenas e os expulsou da área. Diversos Guarani ficaram feridos. A Polícia Federal está investigando o ocorrido.

A área indígena Po`i Kuê, ocupada hoje pela fazenda Triunfo, fica no município de Paranhos na fronteira com o Paraguai e é reivindicada pelos indígenas. Esta terra está entre as áreas a serem estudas pelos grupos técnicos de identificação de terras indígenas instituídos pela Fundação Nacional do Índio (Funai) em julho de 2008. Os Guarani Kaiowá enfrentam a pior situação entre os povos indígenas do Brasil, apresentando altos índices de suicídio e desnutrição infantil. O confinamento em pequenas parcelas de terra é uma das razões principais para a precária situação do povo. Por exemplo, na aldeia Pirajuí - onde viviam os professores - moram cerca de 3 mil pessoas em 2.118 hectares.


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Povo Guarani busca fortalecer unidade a nível continental

Campo Grande, 23 de outubro de 2009

 

 

REUNIÃO EM FOZ DE IGUAÇU DEFINE III ENCONTRO CONTINENTAL NO PARAGUAI EM 2010

 

 

Povo Guarani busca fortalecer unidade a nível continental

 

http://www.revistamissoes.org.br/public/tbnail/?c=false&w=312&h=234&f=../..//public/images/mcefiles/images/campanha_povo_guarani.jpg

 

 

 

 

Representantes do Povo Guarani da Bolívia, Argentina, do Paraguai e Brasil, se reuniram em Foz de Iguaçu, Brasil, de 16 a 19 de outubro de 2009 para definir linhas gerais sobre o que vai ser o III Encontro Continental do Povo Guarani, que se realizará no Paraguai em 2010.


Como a questão espiritual é um alicerce permanente na luta do Povo Guarani pela reconstituição de seus territórios ancestrais e autodeterminação, esse aspecto fundamental esteve presente ao longo de toda a reunião em Foz, na palavra sabia dos anciãos que acompanharam às lideranças durante o encontro.

 


Na reunião, mais de cinqüenta  representantes relataram as realidades em cada um dos países e encontraram pontos comuns nas problemáticas. Isto porque a pressão exercida na maioria dos países pelos setores empresariais da sociedade não indígena, representada pelos governos de turno, conduzem historicamente a conseqüências que não mudaram em muito a situação na atualidade: Expulsão y etnocídio dos povos originários.

 


“Não haverá democracia se algum setor social é discriminado e não lhe é permitido participar realmente nos temas que os afetam, como por exemplo na questão do  racismo criminal contra os povos indígenas, que acontece quase na maioria dos países”, foi refletido durante o encontro. Também foi concluído  que “a nossa autodeterminação é uma necessidade urgente; assim como a  demarcação de nossos territórios, de onde fomos expulsos violentamente, quedando as nossas terras nas mãos dos latifundiários, mercadores da terra e Estados nacionais, produto de um suposto direito de conquista. Isto não aceitaremos nunca”.

 


“Debe ser cumprido o que as leis dizem. É muito o que está escrito e pouco o que é cumprido. Queremos que os governos façam realidade, na brevidade, o que afirmam”, disseram repetidas vezes os representantes indígenas. Repudiaram o silencio e cumplicidade dos juizes com os poderosos, acusando-os de de ser “funcionais ao sistema etnocida” , sendo que passa pelo judiciário “estranhos limites territoriais” que limitam o livre transito do Povo Guarani nas fronteiras, o qual “divide o nosso povo com muros invisíveis, porem poderosos”.

 


A vulnerabilidade em que se encontram os guaranis nos países de América do Sul é um aspecto que não está sendo levado a serio pelos Governos, para concretizar politicas publicas que garantam o acesso aos direitos fundamentais desses povos e a efetivação das leis nacionais e internacionais, segundo foi assinalado igualmente.

 


“Sem a efetiva demarcação das terras guarani, todo processo de desenvolvimento na região estará marcada pela sangue, a injustiça e o crime; sem o reconhecimento e garantia das terras guarani não existirá democracia”, expressaram as lideranças da Bolívia, Argentina, do Brasil e Paraguai, num pronunciamento final.

 


Para o seguinte encontro continental Guarani que se realizara no Paraguai, o próximo ano, seus representantes definiram os seguintes eixos temáticos: Territorialidade: terra e autonomia; e Autodeterminação: autogestão e governabilidade.

 

 

Fonte: Campanha Povo Guarani, Grande Povo/Encontro de articulação Povo Guarani

 

Declaración Por La Soberanía Alimentaria del ALBA - TCP

 

 

DECLARACION DE LA COMISION PARA LA SOBERANIA ALIMENTARIA PARA EL VIVIR BIEN

EN EL MARCO DE LA 1º CUMBRE DEL CONSEJO PLURINACIONAL INTERCULTURAL DE LOS MOVIMIENTOS SOCIALES DE LOS PAISES DEL ALBA - TCP

 

PARA NUESTRAS COMUNIDADES CAMPESINAS, PUEBLOS,  NACIONES Y MOVIMIENTOS SOCIALES DE LOS PAISES DEL ALBA TCP, LA SOBERANIA ALIMENTARIA SIGNIFICA:

 

·         El derecho de nuestros pueblos a decidir que, para quién  y cómo producir con base a la actividad  familiar, la pequeña y mediana producción que expresa la  sabiduría milenaria de criar los animales, las plantas, la pesca, la caza, administrar el territorio y desarrollar nuestras propias formas de gobernanza sin lastimar a nuestra madre tierra, cuidando y respetando la naturaleza, protegiendo el medio ambiente y la biodiversidad.

·         El derecho de nuestros pueblos a generar mecanismos propios de distribución e intercambio de alimentos desarrollando capacidades para ser autosuficientes sin depender de las importaciones pero también el derecho a ser  complementarios entre nuestros pueblos con el fin último de servir al ser humano y no al mercado

·         El derecho de nuestros pueblos a consumir alimentos de calidad pero desde nuestros propios saberes de nutrición, accesibles con precios justos por tanto no aceptamos las transnacionales de los alimentos y las políticas estatales que fomentan las normas y patrones de consumo de alimentos con argumentos de que son nutritivos.

·         El derecho de nuestros pueblos implica el acceso a los recursos naturales: agua y tierra. Cuestionan el régimen de la propiedad privada dominante de la tierra que provoca permanente parcelación. La Via Campesina plantea la necesidad de impulsar la reforma agraria para que la tierra y el agua cumplan su función social y ambiental para el logro del VIVIR BIEN.

UNA HISTORIA Y UN FUTURO COMUN PARA LA SOBERANÍA ALIMENTARIA

A estas tierras llegaron los colonizadores que esclavizaron nuestras familias, impusieron sus dioses, colonizaron nuestras mentes con la escuela, arrasaron con nuestros saberes ancestrales, nuestra diversidad de plantas y animales pero además impusieron el consumo de alimentos que no son propios de nuestras culturas.

 

La revolución verde y la expansión de la modernidad han incrementado: la producción de cultivos agroindustriales destinada a la exportación y los agrocombustibles, el uso de semillas transgénicas y agroquímicos, la  deforestación, la pesca de arrastre industrial. Todo ello, con efectos devastadores sobre nuestros ecosistemas (desertificación, contaminación de aguas y suelos, erosión genética, pérdida de biodiversidad, etc.) como mecanismos que favorecen el cambio climático y con un alto costo socio-económico (dependencia de corporaciones, del mercado de recursos, proletarización del campesinado y precariedad laboral). Además de una creciente tendencia migratoria campo-ciudad que esta despoblando los campos provocando círculos de pobreza en las ciudades.

 

Las grandes transnacionales de los alimentos han copado los mercados para imponernos productos como la Coca Cola, las hamburguesas Burguer King y todos los productos importados de las transnacionales que no solo hacen daño a la salud por el exceso de químicos en su elaboración, sino porque constituyen la manera mas sutil de colonización y globalización con estrategias de publicidad de gran impacto que pretenden imponer un modo de vida consumista propio de la cultura occidental y del imperialismo para arrasar con las prácticas y culturas de nuestros pueblos y así  hacernos dependientes del mercado.

 

Las importaciones de alimentos en nuestros países expresan el nivel de dependencia además de la imposibilidad que nuestros productos compitan con los precios de alimentos importados de dudosa calidad nutritiva.

 

Las comunidades, pueblos y naciones que conformamos el ALBA TCP compartimos una historia comun de colonización pero también de resistencia y aun así continuamos siendo fuente principal de provisión de alimentos sanos y baratos. Por ello, la soberanía alimentaria debe ser parte de una ESTRATEGIA SUPRANACIONAL, porque encarar estos graves problemas requieren de la movilización colectiva y una reflexión permanente, teniendo como principal actor a las comunidades, pueblos y naciones agrupados en las organizaciones matrices y el conjunto de movimientos sociales del ALBA TCP para encarar y diseñar estrategias ante una inminente Crisis Alimentaria que amenaza a nuestros pueblos y al mundo

Por todo ello,  soberanía alimentaria solo es posible desde nuestras comunidades, pueblos y naciones organizadas y movilizadas que en una acción comprometida con los gobiernos de los países miembros del ALBA TCP.  Propongamos entonces:

LA CONSTRUCIÓN DE UNA ESTRATEGIA DE SOBERANIA ALIMENTARIA DESDE LOS PUEBLOS Y PARA LOS PUEBLOS DEL ALBA TCP PARA EL VIVIR BIEN

 PARA:

Ø  Promover Procesos Radicales de Reforma Agraria Integrales que permitan un acceso y  distribución de la tierra, agua y bosque, así como a los medios de producción a favor de los pueblos indígenas originarios campesinos y comunidades interculturales.

Ø  Promover la agricultura familiar, pequeña y mediana como pilares de la soberanía alimentaria por sus ventajas económicas, sociales, ambientales y culturales.

Ø  Reconocer y valorar las identidades culturales de nuestros pueblos vinculados al control autónomo del territorio, los recursos naturales, los sistemas de producción y nuestras formas de gobernanza propias.

Ø  Promover instrumentos jurídicos,  políticas públicas y acciones movilizadas de protección y difusión de las semillas y plantas como parte de nuestras herencias culturales y sabiduría de nuestros pueblos respecto de la biopiratería, las patentes y el monopolio de las transnacionales de semillas.

Ø  Promover la creación de una instancia que viabilice créditos solidarios y mancomunados de manera directa, accesible y rápida para el fomento de la producción de alimentos, semillas, biodiversidad, tecnología y otros con gestión compartida entre los gobiernos y las organizaciones.

Ø  Transversalizar la currícula escolar y universitaria al servicio de la soberanía alimentaria  para la revalorización del consumo de alimentos nativos, orgánicos y los saberes de nuestras comunidades de respeto por los derechos de nuestra madre tierra

Ø  Apropiar y democratizar la investigación al servicio de la agricultura familiar a través de la promoción de sistemas de investigación a favor de la producción agrícola, ganadera, forestal, piscícola y de alimentos y semillas nativas que respondan de manera alternativa la ciencia occidental al servicio de las transnacionales.

Ø  Promover un dialogo de saberes entre nuestros pueblos que fortalezcan la afirmación cultural y la interculturalidad en el marco del respeto, la soberanía y la convivencia pacifica entre nuestros pueblos.

Ø  Impulsar el comercio alimentario internacional con el propósito supremo de servir al ser humano y no así al mercado, concientes que la soberanía alimentaria solo es posible en base a la justicia, solidaridad y complementariedad entre nuestros pueblos.

Ø  Orientar políticas públicas e instrumentos jurídicos que protejan la producción de alimentos respecto de las importaciones que generan dependencia y promueven el consumo de alimentos de dudosa calidad nutritiva.

Ø  Generar instrumentos que favorezcan una asignación de precios y mecanismos de distribución a los alimentos básicos de consumo familiar.

Ø  Impulsar estrategias desde nuestras propias organizaciones que valoren el rol de las mujeres en el manejo de las semillas, la producción y la conservación de los alimentos en base a la complementariedad entre “hombre y mujer”, práctica ancestral de la cosmovisión de nuestros pueblos del Abya Yala.

Ø  Impulsar la producción de excedentes para la complementación de alimentos entre pueblos con mecanismos fáciles y ágiles para el intercambio entre países

Ø  Promover la creación de Banco de semillas y semen desde nuestras comunidades, pueblos y naciones para resguardar nuestro patrimonio genético

Para impulsar estos procesos que viabilicen esta estrategia supranacional, el Consejo propone la creación del: COMISION PERMANENTE PARA LA SOBERANIA ALIMENTARIA DE LOS PAISES DEL ALBA TCP  bajo el siguiente esquema:

La Comisión Permanente Para La Soberanía Alimentaria De Los Pueblos del ALBA TCP,  debe incidir:

 

·         En la formulación de políticas en el marco de un nuevo modelo de desarrollo sustentable que comprometa el desarrollo económico con la protección del medio ambiente como acción de nuestros pueblos y gobiernos de proteger y mantener el medio ambiente para el beneficio nuestro y de nuestras generaciones futuras.

·         Debe constituirse en una instancia para la acción política que impulse a los gobiernos a encarar políticas públicas e instrumentos jurídicos que ayuden a  modificar la relación con otros pueblos que permitan una acción organizada para enfrentar  la crisis alimentaria

Cuya misión será:

 

PROMOVER EL DERECHO DE NUESTROS PUEBLOS A PRODUCIR, INTERCAMBIAR Y CONSUMIR ALIMENTOS A UNA ALIMENTACION DIGNA ECOLOGICA, SALUDABLE RESPETANDO NUESTRAS CULTURAS  CON EL FIN DE CONTRIBUIR AL LOGRO DE LA SUFICIENCIA ALIMENTARIA EN BASE A LA RECIPROCIDAD Y COMPLEMENTARIEDAD ENTRE NUESTRAS COMUNIDADES, PUEBLOS Y NACIONES PRESERVANDO LA BIODIVERSIDAD Y LA NATURALEZA PARA LAS GENERACIONES FUTURAS .

Cuya visión será:

 

LAS COMUNIDADES, PUEBLOS Y NACIONES QUE CONFORMAMOS EL ALBA TCP HEMOS LOGRADO UNA PRODUCCION SOSTENIBLE ECOLOGICA DE ALIMENTOS EN BASE A NUESTRAS CAPACIDADES Y FORMAS DE PRODUCCION QUE NOS PERMITE ALIMENTAR DE MANERA DIGNA,  SALUDABLE Y CULTURALMENTE  APROPIADA A NUESTROS  PUEBLOS CUIDANDO Y RESPETANDO  NUESTRA MADRE TIERRA, PROTEGIENDO EL MEDIO AMBIENTE Y LA BIODIVERSIDAD.

Bajo estos principios:

ü  Recuperar nuestros sistemas propios de producción, consumo, conservación de alimentos en base a las herencias culturales de nuestros pueblos

ü  Sanar la madre tierra, recuperando las capacidades productivas de nuestros suelos, manteniendo limpias las fuentes de agua y preservando la biodiversidad

ü  Promover la producción de alimentos orgánicos y culturalmente apropiados.

ü  Acceder de manera justa y equitativo a la  tierra, agua, bosque, biodiversidad, tecnología apropiada, semillas, abonos orgánicos, y crédito al servicio de la soberanía alimentaria

ü  Relaciones comerciales basadas en la complementariedad, la justicia y la solidaridad

ü  Valorizar el rol de la mujer en la soberanía alimentaria en base a la dualidad y complementariedad entre hombre y mujer.

ü  Organización y movilización contra los alimentos transgénicos, las semillas genéticamente modificadas, y los agrocombustibles.

ü  Promover los mecanismos de intercambio local de saberes, alimentos, semillas,  de nuestros pueblos originarios y enriquecerlos a partir de otras prácticas interculturales

ü  Recuperar y fortalecer las formas de organización propias de los pueblos que favorecen la producción alimentos.

ü  Promover la agricultura familiar campesina indígenas originaria como el pilar principal sobre el que asienta la soberanía alimentaria

Con estos valores

ü   RECIPROCIDAD Y COMPLEMENTARIEDAD como actos de correspondencia, cooperación, redistribución y retribución solidaria entre las comunidades, pueblos y naciones.

ü   AUSTERIDAD entendida como la satisfacción de lo que posibilita una vida buena sin acumulación ni consumismo.

ü   RESPETO DE LOS DERECHOS DE LA MADRE TIERRA, LA NATURALEZA Y EL MEDIO AMBIENTE como expresión que recupera el sentimiento de pertenencia del ser humano al planeta tierra como único espacio que debemos mantener, respetar y querer para nuestros pueblos y las generaciones futuras.

ü   AUTONOMIA y AUTODETERMINACION como la recuperación de nuestras formas de gobernanza propias dotadas las competencias que permitan la gestión de nuestro territorio y todo lo que habita en él: nuestros montes, ríos, bosques, animales y plantas que nos permita el VIVIR BIEN en convivencia armónica con la naturaleza.

ü   AFIRMACION CULTURAL E INTERCULTURALIDAD como el reconocimiento de la sabiduría de nuestros pueblos que han sido capaces de mantener nuestros saberes ancestrales pese a la  colonización y que en el marco del respeto por las culturas de nuestros pueblos pueden permitir la convivencia armónica.

ü   SOSTENIMIENTO DE LA DIVERSIDAD CULTURAL Y BIOLOGICA como la base que sostiene la soberanía alimentaria

Para estos objetivos

 

GENERAL:

 

CONSTRUIR UNA ESTRATEGIA DE SOBERANIA ALIMENTARIA QUE PERMITA LA ALIMENTACION DIGNA, SALUDABLE Y CULTURALMENTE APROPIADA DESDE LOS PUEBLOS Y PARA LOS PUEBLOS MIEMBROS DEL ALBA TCP

 

ESPECIFICOS:

 

1.   Incrementar la producción de alimentos de nuestros pueblos con base al fortalecimiento de las capacidades de las familias indígenas originarias campesina, la valorización de los saberes ancestrales, la producción orgánica,  la protección del medio ambiente, los derechos  de la madre tierra y la diversidad.

 

2.   Promover el consumo de alimentos sanos y culturalmente apropiados para nuestros pueblos y en beneficio de los sectores más vulnerables.

 

3.   Desarrollar relaciones de comercio justo y equitativo entre las comunidades, pueblos y naciones con base en la complementariedad

 

LA MESA DE SOBERANIA ALIMENTARIA ESTUVO CONFORMADA POR REPRESENTANTES DE LOS MOVIMIENTOS SOCIALES DE PAISES MIEMBROS DEL ALBA: CUBA, BOLIVIA, ECUADOR, VENEZUELA Y DELEGADOS DE OTROS PAISES BAJO LA SIGUIENTE DIRECTIVA:

·         Presidenta: Leónida Zurita-Bolivia

·         Vicepresidenta: María del Carmen Barroso  - Cuba

·         Relator: Cesar  Cabrera -    Ecuador

·         Natalia Chiwi: Secretario- Chile

·         Sistematizador: Elvira Gutiérrez-Bolivia

Es dado en la ciudad de Cochabamba a los dieciséis días del mes de octubre de 2009


PROPUESTA DE OBJETIVOS, LINEAMIENTOS Y ACCIONES PARA LA COMISION PERMANENTE DE SOBERANIA ALIMENTARIA

OBJETIVOS ESTRATÉGICOS

LINEAMIENTOS

ACCIONES

INCREMENTAR LA PRODUCCIÓN DE ALIMENTOS DE NUESTROS PUEBLOS CON BASE AL FORTALECIMIENTO DE LAS CAPACIDADES DE LAS FAMILIAS INDÍGENAS ORIGINARIAS CAMPESINA, LA VALORIZACIÓN DE LOS SABERES ANCESTRALES, LA PRODUCCIÓN ORGÁNICA,  LA PROTECCIÓN DEL MEDIO AMBIENTE, LOS DERECHOS Y DE LA MADRE TIERRA Y LA DIVERSIDAD.

ESTRATEGIA PRODUCTIVA QUE FOMENTE LA ACTIVIDAD AGROPECUARIA, FORESTAL, PISCÍCOLA Y DE APROVECHAMIENTO DE LA BIODIVERSIDAD

Establecimiento de PACTOS PRODUCTIVOS TERRITORIALES que fortalezcan las capacidades productivas de las comunidades en base a su vocación productiva

Realizar diagnósticos para formular estrategias de soberanía alimentarias nacionales y desde el ALBA TCP

Comprometer la voluntad política para destinar un monto especifico de recursos públicos al desarrollo rural productivo con énfasis en y la producción de alimentos

Implementación de un FONDO DE CRÉDITO DIRECTO para el fomento de la agricultura campesina indígena y originaria destinada a la producción de alimentos

Ampliación de la cobertura de riego y la utilización de tecnología apropiada que no dañe el medio ambiente

FOMENTO  A LA PRODUCCIÓN ORGÁNICA

Incentivo a los complejos productivos agro ecológicos

Definición de normas de certificación para productos orgánicos provenientes de los países miembros del ALBA TCP

Regulación de la ampliación de la frontera agrícola

ESTRATEGIA DE RECUPERACIÓN DE SUELOS, ACCESO Y DISTRIBUCIÓN DE TIERRAS

Política de tierras que promuevan el acceso equitativo a la tierra

Campaña de recuperación de suelos: Incentivo por el uso de abonos naturales, descanso y rotación de cultivos.

PREVENCIÓN Y CONTROL DE RIESGOS CLIMATOLÓGICOS Y DE DESASTRES NATURALES

Constituir un servicio de seguro agrícola del ALBA TCP y que éste constituya como entidad financiadora

VALORIZACIÓN DE CONOCIMIENTOS LOCALES EN LA PRODUCCIÓN Y DIALOGO DE SABERES

Campaña "Nuestros pueblos nuestros saberes" para el intercambio local, regional y entre los países miembros del ALBA TCP.

Programa de transferencia de tecnología y conocimientos entre los países del TCP alba

PROTECCIÓN DEL MEDIO AMBIENTE Y LA BIODIVERSIDAD

Campaña "Diversidad de semillas, diversidad de comidas" para la recuperación e intercambio de saberes en la crianza de la diversidad de semillas y comidas entre nuestros pueblos.

Política de incentivos por la conservación de la biodiversidad

Programa de "Conservación de semillas desde nuestros pueblos" para la recuperación de la variabilidad y diversidad de cultivos con base en los  saberes ancestrales de nuestros pueblos

Conformación de una "PLATAFORMA  CONTRA LOS TRANSGÉNICOS Y AGRO COMBUSTIBLES" DEL ALBA TCP

Impulsar la forestación de los manglares bajo el Principio de precaución contra la pesca

Proteger los espejos de agua dulce

Obligatoriedad de los países del TCP Alba a la conservación de una determinada área de bosque.

PROMOVER EL CONSUMO DE ALIMENTOS SANOS Y CULTURALMENTE APROPIADOS PARA NUESTROS PUEBLOS Y EN BENEFICIO DE LOS SECTORES MAS VULNERABLES

POLÍTICAS PARA EL INCENTIVO AL CONSUMO DE PRODUCTOS LOCALES Y NACIONALES

Campaña "CONSUME LO NUESTRO CON DIGNIDAD"

Programa para la “Promoción de Productos Nacionales de Calidad”.

Política de "Incentivo a las compras locales" y entre los países miembros del TCP ALBA

POLÍTICAS PUBLICAS QUE PROMUEVAN LA ALIMENTACIÓN EN LOS SECTORES MAS VULNERABLES

Desayuno escolar con alimentos sanos y propios de cada lugar y de fomento de las compras locales y directas a los pequeños productores respaldadas por instrumentos jurídicos y de políticas publicas

Complementación alimentaria  a mujeres embarazadas y a niños menores de 5 años.

DESARROLLAR RELACIONES DE COMERCIO JUSTO Y EQUITATIVO ENTRE LAS COMUNIDADES, PUEBLOS Y NACIONES CON BASE EN LA COMPLEMENTARIEDAD

POLÍTICA DE PRECIOS JUSTOS A LOS ALIMENTOS BÁSICOS

 

Definir una regulación de precios para el comercio agrícola con países distintos al TCP ALBA

 

Regulación de monopolios

Regulación y protección de la producción

Normar la importación de alimentos de mala calidad, etc.

Promocionar la complementariedad entre los países del TCP ALBA

 

Conformación de Redes de Organizaciones Económicas en el marco del ALBA TCP

Definir una normativa y una planificación para las importaciones y exportaciones de alimentos entre los países miembros

 


LA MESA DE SOBERANIA ALIMENTARIA ESTUVO CONFORMADA POR REPRESENTANTES DE LOS MOVIMIENTOS SOCIALES DE PAISES MIEMBROS DEL ALBA: CUBA, BOLIVIA, ECUADOR, VENEZUELA Y DELEGADOS DE OTROS PAISES BAJO LA SIGUIENTE DIRECTIVA:

Presidenta: Leónida Zurita-Bolivia

Vicepresidenta: Maria - Cuba

Relator: Ecuador

Sistematizador: Elvira Gutiérrez-Bolivia

 

El Día de la Resistencia Indígena

Redignificación de los misioneros evangelistas de la cruel conquista española

 

Muy a lo contrario de lo que un grupo del socialismo latinoamericano ha venido propagando, los evangelistas españoles fueron los primeros en denunciar las atrocidades cometidas por los conquistadores. Luego de leerse a Fray Luis de Bolaños, está claro que los religiosos católicos intentaron por todos los medios poner freno a la locura asesina con que actuaban los "diablos españoles" en palabras de Bolaños. Su relato "Brevísima Relación de la Destrucción de las Indias" nos muestra un horror solo equiparable con el genocidio que sufrieran los judíos bajo el criminal nazifascismo o el del más reciente genocidio masivo, el de Ruanda. La aniquilación completa de las poblaciones indígenas de Santo Domingo y Cuba, que en su tiempo habrían sido aproximadamente cerca de 500.000 seres humanos, nos muestra el horror que significo tal exterminio. La valiente denuncia de Fray Luis de Bolaños, que incluso llegó a denunciar a algunos de los miembros de la corte española como cómplices del corrupto comercio de oro, puso algun freno a tanta matanza. Lamentablemente su voz quedó en la historia y ninguno de los religiosos españoles que le sucedieron nvolvieron a alzar denuncia alguna tan enérgicamente, a pesar que hubo otras masacres horrendas posteriormente (el genocidio guaraní, durante el siglo y XVIII, tras la expulsión de los jesuitas de la entonces Provincia del Paraguay, fielmente retratado en la película La Misión) entre ellos el más reciente, la Campaña del Desierto en la Patagonia argentina, que significó la desaparición de la mayoría de los pueblos araucanos, quedando apenas algunos grupos reducidos de los Mapuches. Aún hoy se dan masacres y procesos genocidas de aniquilación de los pueblos originarios, destacando la matanza de Bagua, Perú, el 5 de junio de 2009., dia del Medio Ambiente. Pero hoy los pueblos indígenas ya no están en desventaja, ya no están a la defensiva, sino que se organizan para presentar una ofensiva en la defensa de su cultura y sus modos de vida, ofreciéndolos como parte de la alternativa que necesitamos para frenar la destrucción del Planeta con la actual cultura capitalista-individualista.

 

Alejandro Sánchez

Pacifista y Ecologista

 

A continuación el enlace con la banda sonora de la película La Misión y un resumen de imágenes de la película, que muestra lo atroz de la eliminación de las reducciones jesuíticas, con algunos intentos de resistencia de escasos religiosos y posterior esclavización de los guaraníes por parte de Bandeirantes:

The Mission OST- La Misión BSO- Ennio Morricone

 

Otros artículos sobre el tema:

 

El día de la resistencia indígena

 

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El inicio del genocidio no fue tan violento.

 

 

 

Jesús Ramírez Cuevas

Masiosare

 

 

La conmemoración del arribo de Cristóbal Colón a las costas del continente americano en 1492 sigue siendo motivo de interpretaciones y polémicas. Los herederos culturales de los conquistadores europeos, lo consideran el inicio de la "civilización" en estas tierras. En cambio, para los pueblos indios fue el comienzo de una guerra de exterminio que impuso un régimen colonial, al que se opusieron de manera directa o soterrada. Más de 500 años después, muchos pueblos originarios preservaron su identidad comunitaria, vigorizada por constantes rebeliones y la resistencia cultural. Esta fecha recuerda hoy el nuevo ciclo de movimientos indígenas que asumieron un papel como forjadores de su porvenir.

 

 

 

http://historiasenconstruccion.wikispaces.com/file/view/Exter.jpg/31182015

Ante los atropellos empezó la resistencia trágica.

 

 

 

Hace tiempo el parlamento del pueblo Aymara declaró el 12 de octubre como "día de la desgracia" al recordar los "cinco siglos de vivir en la incertidumbre, infortunio y sojuzgamiento de nuestras libertades fundamentales".

 

"Puestos de pie, al cabo de más de cinco siglos de la funesta hazaña de Cristóbal Colón, evocamos la grandeza de nuestros ancestros", suscribieron los representantes aymaras. Al igual que otros pueblos originarios del continente, ratificaron que "no han podido acabar con nuestras aspiraciones a la libre determinación de un pueblo milenario con civilización y cultura cósmica".

 

Si el Día de la Raza celebra el mestizaje de las culturas india, negra y europea que produjo la conquista de América, en los últimos años, esa fecha se convirtió en el símbolo de la reconquista cultural y política de los pueblos indígenas.

 

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Momento de la cremación de indígenas a fuego lento, se los mataba con la mayor tortura posible, para divertir la locura de los conquistadores.

 

 

Durante siglos prevaleció "la visión de los vencedores" y la justificación de la ocupación y el sojuzgamiento de las poblaciones nativas bajo el argumento de que las "civilizaron".

 

En décadas recientes el movimiento indígena logró una visibilización que puso en cuestión esta idea y puso en el centro del debate sus consecuencias sociales y culturales para los pueblos indios.

 

Al cumplirse 500 años del arribo del marino genovés a las costas del Caribe, se produjo un punto de quiebre que significó una victoria cultural de los indígenas.

 

Las celebraciones oficiales del Quinto Centenario en 1992 desataron discusiones y protestas indígenas que obligaron a cambiar la idea del "descubrimiento" de América por el de "encuentro de dos mundos". "Encontronazo", se ironizó entonces.

 

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La codicia por el oro se llenó de sangre.

 

 

El centro del debate fue la "narrativa de la resistencia", el punto de vista de los pueblos originarios oprimidos y su reivindicación cultural frente al punto de vista colonial.

 

Las organizaciones indias califican de "etnocidio" la invasión europea y declaran "no haber sido conquistados" a pesar de la brutal explotación, robo de sus tierras, despojo de su autonomía y marginación a la que fueron sometidos. Recordaron las estrategias de sobrevivencia y resistencia indígenas, rebeliones abiertas o soterradas.

 

Aquel 12 de octubre de 1992 sigue muy presente en la memoria. Las multitudinarias manifestaciones en todo el continente anunciaron un nuevo ciclo de luchas indias, particularmente en Chiapas, donde se preparaba una rebelión que marcó indeleblemente el inicio del siglo XXI.

 

Ese día en San Cristóbal de las Casas, vestidos con taparrabos, pintados sus cuerpos y armados con arcos y flechas, unos diez mil indígenas tomaron la ciudad real y derribaron la estatua del conquistador Diego de Mazariegos, y símbolo de la opresión en la región.

 

Fue la primera aparición pública de los indios que en 1994 tomaron las armas como "medida última, pero justa". En su Primera Declaración de la Selva Lacandona, el Ejército Zapatista de Liberación Nacional justificó su alzamiento apelando a la resistencia indígena como señal de identidad: "Somos producto de 500 años de luchas", dijeron entonces los indios rebeldes.

 

La rebelión indígena chiapaneca, como otros movimientos del continente, representan el rechazo organizado contra el fatal destino que los condenó a desaparecer.

El racismo se tambalea

 

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Ilustración de Cortés conquistando Tenochtitlán, hoy ciudad de México. Los Mexicas hace tiempo tenían la profecía del retorno de Quetzalcoatl (que habría sido un monje benedictino llegado en el siglo XI) eran muy sanguinarios, aunque Cortés los superó en brutalidad y armas. Pero esto no fue lo que más aniquiló a los indígenas, fuerza de trabajo necesaria para el imperio español... Lo que los aniquiló fue la Viruela, la Varicela, la Gonorrea y la Sífilis que los puercos españoles contagiaban a las indígenas al violarlas y abusar de ellas.

 

 

De norte a sur del continente, los pueblos indios reivindican sus derechos territoriales y agrarios, defienden sus recursos naturales, tierras, identidades culturales, lenguas y su autodeterminación. Incluso han derribado a varios gobiernos en la región.

 

Este empuje obligó a Estados y a la misma Organización de las Naciones Unidas a reconocer la pluralidad cultural y étnica de las sociedades (declaró el "Decenio de los Pueblos Indígenas" en 1995-2004).

 

Ahora se cuestiona, pero no se elimina, la humillación histórica hacia los indios, basada en la "convicción natural" de que son "un obstáculo para el progreso nacional", que "son atrasados y pobres por que quieren"; en fin, "incivilizados". Prejuicios que reafirman y justifican la opresión y marginación que viven los indígenas.

Las elites políticas y económicas locales y globales exaltan el esplendor indígena del pasado mediante exposiciones que rompen récords de asistencia, pero se menosprecia a los indios vivos y confina al folclore. Incluso entre sectores "progresistas" y de izquierda se comparte este racismo.

 

Por eso la visibilización de los pueblos indios ­manifiesta cada 12 de octubre­ no ha terminado con su marginación, ni con la pobreza ni la exclusión social, económica, política y cultural que padecen. A pesar de los discursos y cambios legales, la discriminación determina la relación de los indios con los Estados y las sociedades mestizas.

 

En todo el continente, los indígenas luchan por el reconocimiento de sus identidades y formas de vida, defienden sus territorios y recursos naturales. De Chile a Canadá, pasando por Bolivia, Ecuador, Brasil, Colombia, Centromérica y México, los indios levantan la voz para tomar en sus manos la historia y las decisiones que les afectan.

 

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La resiente masacre en Bagua, Perú, da cuenta que aún existen los mecanismos de conquista, genocidio y colonización que aniquilan a los pueblos indígenas, en este caso los amazónicos, que fueron masacrados solo por defender la Amazonía y la naturaleza.

 

 

Por eso, el 12 de octubre ha pasado de ser el tradicional Día de la Raza y se ha convertido en una jornada de lucha y reivindicación de los pueblos indios.

 

Así como Cristóbal Colón nunca se enteró que llegó a un nuevo continente, las elites globalizadas ignoran que sus sociedades han cambiado para siempre y que la demanda de los pueblos indios en favor de su inclusión en el presente y futuro de sus naciones, es también hoy bandera de todos los excluidos del mundo.

 

 

 

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Indígenas amazónicos peruanos, el 5 de junio de 2009, día del Medio Ambiente, fueron sacrificados con más  de 60 mártires por la Pacha Mama, la Madre Tierra, al ser asesinados por la policía peruana; solo porque ellos estaban defendiendo la selva y la naturaleza. Ellos son el bastión de resistencia pacífica contra la  modernidad (resistencia a veces inevitablemente violenta por legítima defensa)

 

 

Texto histórico de Fray Luis de Bolaños que describe la destrucción de las civilizaciones precolombinas:

 

Brevísima relación de la destrucción de las Indias 

 

 

Otras opiniones:

 

 

Argentinos Por La Paz

 

12 de Octubre:

 

¿Hay  gente como ustedes en el cielo?

 

Aproximadamente 50 siglos antes de la era cristiana, América estaba habitada por tribus indígenas. Fértiles valles, amplias sabanas, campos que daban frutos con tanta grandeza, despertaron las codicias de los conquistadores que no llegaron precisamente para ayudar a los pueblos aborígenes.

 

 

Los Reyes de España habían oído  hablar de las inmensas riquezas de nuestra América, y el reflejo del oro americano encandilaba la razón de los monarcas que inmediatamente se abocaron a la tarea de saquearla.

 

Colón, apenas llegado a estas tierras, y con la exaltación que otorga la codicia, no tardará en calcular que esclavizando y vendiendo a todos los habitantes de La Española y explotando el palo brasil de la isla, "conseguiría unos 40 millones de maravedíes".

 

Así fue como colocaron a nuestros indígenas en el lugar común del "material descartable", convirtiéndolos en víctimas de fines absolutamente espurios.

 

La Reina Isabel, madrina de la Santa Inquisición , asesina y nada tonta por otra  parte, fue quien apostó a la "empresa" que le proponía Colón. Utilizó el nombre de la Fe y la Evangelización en el tétrico proyecto que habría de causar el exterminio despiadado de nuestros nativos.

 

Así se expandió la fe, haciendo añicos la cultura ancestral de nuestros indios. Así se cometió el genocidio.

 

En Colombia y no obstante la inferioridad en cuanto a posibilidades, la historia lleva estampadas en sus páginas la heroica lucha con que resistieron el despojo las tribus indígenas. Los TAIROS, BONDAS, GAIRAS, PIJAOS, SINUES, GUAHIBOS, liderados por los caciques LA GAITANA , CALARCA, TUNDAMA, hicieron frente al opresor. LA GAITANA organizó la resistencia con los PAECES, echando por tierra el orgullo de muchos recién llegados.

 

Principios de lucha guerrillera se vislumbraban entonces.

 

Imposible no recordar las palabras de HATUEY, jefe TAINO de la isla de La Española , cuando dirigiéndose a su pueblo con una cesta llena de oro explica: ".éste es el dios que ellos adoran. Nos dicen que adoran a un dios de la paz y de la igualdad, pero usurpan nuestras tierras y nos hacen sus esclavos. Nos hablan de un alma inmortal y de sus recompensas y castigos eternos, pero roban nuestras pertenencias, seducen a nuestras mujeres, violan a nuestras hijas. Y como no pueden igualarnos en valor, estos cobardes se cubren con hierro que nuestras armas no pueden romper." Hatuey fue apresado en 1512 y atado en una hoguera. Un sacerdote de esos que acompañaban las masacres convirtiéndose en cómplices absolutos del despojo, le ofreció la salvación de su alma, mostrándole una cruz y ofreciéndole "aceptar a Jesús para ir al cielo". Hatuey, sabiendo que la muerte estaba cerca, arrojó en el rostro del asesino una frase que lo definió completamente: "¿Hay  gente como ustedes en el cielo? Yo no deseo saber nada de un dios que permite que la crueldad fuera hecha en su nombre". La hoguera empezó a arder, alcanzando el cuerpo de un hombre que fue un ejemplo de su raza, un ejemplo de dignidad.

 

Celebrar el 12 de Octubre no deja de ser una perversión.  Por ello el llamado "DIA DE LA RAZA " por algunos, "DIA DE LA RESISTENCIA INDIGENA " para otros, no puede ser un día de festejo, sino que debe convertirse en una jornada de reflexión y lucha, de concientización, de trabajo colectivo para que nunca mas los intereses económicos puedan continuar sembrando  muerte en los pueblos. Es deber imprescindible manifestar nuestro repudio a los métodos criminales de que se valió la llamada colonización, nuestros hijos y nietos deben saber que hay otra  historia escrita desde lo  mas profundo de las almas.

Indígenas Uwa Contra Petroleras Genocidas

Resistencia Uwa contra petroleras y megaproyectos



no más megaproyectos en los territorios indigenas



La comunidad indígena Uwa, que desde 1995 se ha opuesto a la explotación de recursos naturales en su territorio sagrado y ancestral, anunció que simultáneamente a la gran Minga Nacional, este 12 y 13 de octubre realizará una actividad de resistencia en Cubará, Boyacá, para manifestar su oposición contra las actividades que actualmente Ecopetrol realiza en la zona y otros megaproyectos que el Gobierno Nacional pretende implementar allí.

Foto: Daniel León/Censat

“Rechazamos cualquier tipo de intervención en el territorio ancestral Uwa que atente contra nuestra cultura… No vamos a negociar y queremos dejar claro que cualquier cosa que le pase al pueblo Uwa es responsabilidad de las empresas y del gobierno nacional”, bajo esta decisión de las mismas autoridades, y comunidades, los Uwa reactivan públicamente su lucha por la defensa del territorio y sus derechos colectivos.

Los Uwa denuncian que en su territorio existen megaproyectos que el Gobierno pretende implementar en el corto, mediano y largo plazo. Uno de ellos es la explotación de gas por parte de Ecopetrol en el pozo Gibraltar 3, ubicado en un lugar sagrado según cosmovisión Uwa; el otro se trata de la construcción de una carretera binacional que comunicará Colombia con Venezuela y según lo proyectado atravesará el corazón del Resguardo indígena, y el otro gran megaproyecto que según la comunidad, afecta severamente sus derechos territoriales, es la propuesta de impulsar el ecoturismo en Parque Nacional del Cocuy, pues esta iniciativa desembocará en invasión e irrespeto a sus sitios de ceremonias sagradas.

“También nos preocupa que estos megaproyectos han atraído la militarización y ahora vemos constantemente a miembros del ejercito caminando con sus armas por nuestro resguardo, contaminando con pensamientos de guerra nuestros lugares sagrados y ahora tenemos de vecinos un minibatallón que brinda seguridad a la petrolera”, expone Berua secretario de Asou´wa, la asociación de Autoridades Tradicionales y Cabildos U’wa.

Marcha de resistencia Uwa: Octubre 12 y 13

Los Uwa anunciaron la movilización por la vía que comunica Arauca con Santander y Norte de Santander, específicamente 2 puntos: La China y La Laguna, los cuales se encuentran aproximadamente a una hora de Cubará. Se tiene previsto la participación de aproximadamente 2000 Uwas de todas las comunidades.

La China y la Laguna son parte del territorio ancestral Uwa y donde Ecopetrol tiene proyectadas nuevas exploraciones, por lo tanto la posición de los uwas, sigue siendo la de no permitir la explotación de ningún recurso en su territorio y exige al gobierno nacional el saneamiento del resguardo.

La asociación de Autoridades Tradicionales y Cabildos U’wa, Asouwa, puntualizó en su comunicado sobre la marcha que a través de la movilización buscan visualizar tres aspectos fundamentales, “reafirmar nuestra posición sobre la no explotación de ningún recurso natural y no violación a nuestros territorios ancestral U´wa; luchar por el derecho propio que asiste como pueblos indígenas y conmemorar nuestra historia desde la llegada de los conquistadores y el cambio cultural que se dio”.

Defienden su territorio

Foto: Actualidad Étnica

Los U’wa se opusieron a la multinacional estadounidense Occidental Petroleum Company, Oxy. Desde mediados del año 1992, la Oxy, en desarrollo de un contrato de asociación celebrado con Ecopetrol para la exploración y explotación de hidrocarburos en el país, le fue concedida licencia ambiental en un territorio de propiedad privada de AsoU´wa que fue apropiado violentamente por esta empresa, con apoyo de la fuerza pública y que constituye 4 hectáreas.

Una vez culminadas las labores de la Oxy teniendo en cuenta que la empresa no encuentra las reservas de petróleo esperadas, cede los derechos de la licencia ambiental a Ecopetrol. Desde entonces, la empresa estatal se ha encargado del manejo de Gibraltar 1 y 2 y recientemente abrió el pozo Gibraltar 3 que es de donde se extraerá gas condensado, un hidrocarburo de más fácil refinación que el petróleo. Esto implica un cambio de recurso natural explotado: Gas en lugar de petróleo y la intervención de otra nueva empresa Trasoriente que será la encargada de la instalación del gasoducto.

Desde la llegada de las empresas petroleras, los U’wa han intentando a través de herramientas legales evitar la exploración y la explotación de recursos naturales, sin embargo, no han tenido el éxito esperado debido a que la explotación no se realiza dentro del resguardo legalmente constituido, sino en zonas que los U’wa consideran territorio sagrado, de uso, tránsito y costumbre ancestral, sin embargo esto dificulta la argumentación jurídica y visibilización del problema.

La presencia de Ecopetrol, ha llevado a la militarización de la zona para brindar seguridad a la infraestructura energética del país, hasta el punto que se han construido dos mini batallones para las operaciones del Batallón Especial Enérgico Vial No. 5 que opera dentro del territorio sagrado U´wa. “Las bases militares han cercado la zona y afectado los caminos de circulación de los U´wa para ir y volver a sus huertas y ranchos”, menciona Tegria.

Consideraciones culturales frente al territorio afectado

La vereda Cedeño, donde quedan los pozos Gibraltar, significa para los U´wa el corazón, el lugar fundamental para adquirir el conocimiento, la comunicación, es el suero antiofídico de los U´wa, donde se estudia y aprende a curar enfermedades, es el lugar específico para curar la picadura de serpiente.

“La zona donde se encuentra el pozo Gibraltar 3 es como el corazón de la tierra, si lo explotan el mundo se va enfermar. Por no poner atención a la naturaleza, poco a poco la humanidad va a desaparecer”, sentenció Sirakubo Tegría, presidente Asouwa, en un comunicado enviado a los medios nacionales e internacionales.

Parque Nacional del Cocuy

El Parque funciona como traslape, es decir que una parte del parque se encuentra dentro del Resguardo U´wa. El Gobierno propone que a través de la figura de coadministración se pueda formalizar la presencia de los dos (Gobierno y Comunidad indígena) y así fortalecer los programas de ecoturismo. El proyecto del parque es apoyado por la Agencia de Estados Unidos para el Desarrollo Internacional (USAID).

La Unidad de Parques Nacionales Naturales, bajo la coordinación del Ministerio del Interior y de Justicia, viene adelantando desde el año 2007 el proceso de consulta previa para la modificación del Decreto 622/77, con los pueblos indígenas, comunidades negras y raizales que habitan o utilizan regular o permanentemente las áreas consideradas Parques Naturales. Los resguardos Uwa legalmente constituidos hasta el momento que se traslapan con el Parque son el Resguardo Unido U’wa, Angosturas, Sibarita, Valles del Sol y Laguna Tranquila.

Los Uwa decidieron no reunirse con el Gobierno porque no quieren negociar su posición pues no están de acuerdo con promocionar el turismo en sus lugares sagrados, ya que ellos ven el turismo masivo una amenaza a la pervivencia de su cultura y sobretodo a la conservación del medio ambiente y como ejemplo aseguran que la pasada semana santa entraron 1.000 turistas al parque.

“Cuando un parque natural traslapa con territorios indígenas, se dificulta el ejercicio de gobierno de las autoridades indígenas, no se puede ejercer la autonomía indígena y la aplicación de la jurisdicción especial”, asegura Alberto Achito, líder indígena Emberá, en su artículo Análisis, Conflictos y conceptos de Parques Naturales en Territorios Indígenas en Colombia.

Achito, quien también es miembro de la Organización Nacional Indígena de Colombia- Onic, considera que en el caso de territorios indígenas traslapados con un parque natural, hay incompatibilidad para el control, manejo y administración del territorio pues en esos surgen problemas de competencia entre autoridades, una elegida por la comunidad que es el cabildo y otra impuesta por el Ministerio del Medio Ambiente que es el director del parque.

“Lo que ha sucedido es que quien toma la decisión final sobre los usos y manejos de los recursos naturales es la administración del parque en cabeza del director. Así, las autoridades indígenas pasan a un segundo plano y no hay autonomía territorial y ejercicio de gobernabilidad del cabildo se debilita porque su decisión siempre va a estar tutelada por el parque”, sentencia Achito.

La superposición de parques naturales y territorios indígenas, es totalmente nociva para los pueblos indígenas en términos de autonomía territorial. Además, la coadministración planteada por el gobierno es vista por las autoridades indígenas como una acción de occidentalización del pensamiento indígena, pues las comunidades tienen que ajustarse a lo definido por la dirección de Parques Naturales.

Carretera Binacional

El proyecto quiere comunicar Colombia con Venezuela, incluye la construcción de un puente internacional sobre el Río Arauca. “La carretera va a pasar por el centro, corazón del resguardo y al parecer responde a una de las estrategias de implementación de la Iniciativa para la Integración de la Infraestructura Regional Suramericana (IIRSA)”, dijo Sirakubo Tegría.

El IIRSA es una iniciativa de 12 países suramericanos y tiene por objeto promover el desarrollo de la infraestructura del transporte, energía y comunicaciones en la región. Sin embargo confiesan que hasta la fecha no ha recibido mayor información sobre este proyecto.

“Somos la expresión del derecho histórico, patrimonial y milenario, el derecho vivo, lo cual es plena prueba de nuestra legitimidad en la reclamación administrativa, judicial, legislativa y política que hacemos de nuestras tierras y territorios”, señala el pueblo Uwa como uno de los principios de su campaña.

La Masacre de los Awá en Colombia

 

Colombia: Nueva masacre contra los Awá. Se confirman 12 muertos

La Comisión de investigación de las autoridades Awá llegó a la zona donde ocurrió la mascare y confirmó que hay 12 miembros del Pueblo Awá asesinados entre ellos cuatro niños, uno de un año
Organización Nacional Indígena de Colombia (ONIC) 
www.kaosenlared.net/noticia/colombia-nueva-masacre-contra-awa-confirman-12-muertos

Nuevamente el Pueblo indígena Awá es víctima de una masacre ocurrida el día de hoy 26 de agosto: las autoridades indígenas de la región y la Unipa denunciaron que entre ocho y diez personas fueron asesinadas por un grupo armado encapuchado que vestía prendas militares.

Tumaco, Nariño Hechos:

El día de hoy 26 de agoto de 2009, a las 5: AM ocurrió una nueva masacre en el pueblo indígena AWA. Los hechos ocurrieron en el Resguardo indígena Gran Rosario, en el municipio de Tumaco.

Según la información recibida, hombres vestidos con prendas militares, sin distintivos y encapuchados dispararon indiscriminadamente a la casa de una familia Awa. Como consecuencia de este acto macabro fueron asesinados aproximadamente ocho miembros del pueblo Awa. Según información recibida 3 niños de uno, ocho y diez años resultaron muertos. También fue asesinada la señora Tulia García, y sus dos hijos. Esta Mujer fue testigo de la muerte de su esposo el señor Gonzalo Rodríguez, el pasado 23 de mayo de 2009, quien al parecer fue asesinado a manos del ejército.

Se tiene conocimiento que algunas personas están heridas, entre ellos un niño quien tiene una herida en su brazo.

En estos momentos autoridades indígenas, se dirigen hacia el lugar de los hechos, para verificar, investigar y brindar acompañamiento humanitario a los familiares y miembros de la comunidad. Por lo cual solicitamos el apoyo, la colaboración y la protección a la vida y a la integridad de estas autoridades.

Por los hechos anteriores exigimos:

Adoptar sin dilación, las medidas que sean necesarias para que se garantice la vida, la integridad física y cultural, de los miembros del pueblo indígena Awa

Investigar de manera urgente seria e imparcial, los hechos ocurridos el día de hoy en coordinación con las autoridades indígenas del pueblo Awa.

CONSEJO DE GOBIERNO INDIGENA

AUTORIDAD NACIONAL DE GOBIERNO INDÍGENA, o­nIC

CONTACTO

Luis Fernando Arias, Secretario General, o­nIC

3144924489


ACTUALIZACIÓN ONIC:

La Comisión de investigación de las autoridades Awá llegó a la zona donde ocurrió la mascare y confirmó que hay 12 miembros del Pueblo Awá asesinados. De entre las personas asesinadas se encuentran cuatro niños, uno de un año. A esta hora en el lugar de los hechos se encuentra eel CTI de la Fiscalía haciendo el levantamiento de los cadáveres.

 

 

El exterminio con Terror se opera metódica, regular y militarmente por los Escuadrones de la Muerte

En los primeros meses del 2009 a altas horas de la noche y desde los helicópteros cayeron los panfletos de "las águilas negras"amenazando a los jóvenes que no se acostaban temprano....
MATIZ Gustavo 
www.kaosenlared.net/noticia/exterminio-terror-opera-metodica-regular-militarmente-escuadrones-muer


COLOMBIA:  En los primeros meses del 2009 a altas horas de la noche y desde los  helicópteros  cayeron los panfletos   de "las  águilas  negras"amenazando a los  jóvenes  que no se acostaban temprano....    luego fueron cayendo bajo la  modalidad del sicariato, mayormente utilizada por las AUC ( Extrema Derecha),    tambien amenazaron a las prostitutas aquellos que   piensan   tener la autoridad moral del Opus Dei y el K.K.K....
Así  es como semanalmente el sistema de alertas tempranas SAT denuncia como vienen cayendo a los basureros y en los riachuelos los cuerpos de   a tres o cuatro mujeres asesinadas en forma brutal, dichos cuerpos son mutilados y lacerados con sevicia,

SEVICIA: "conducta definida como la causa del daño mas allá del necesario para matar, con la que el perpetrador busca garantizar la eficacia simbólica del mensaje enviado al colectivo: la alteración del cuerpo del enemigo, en función del sometimiento de la población civil al control y a la subordinación, a través del miedo como principio operatorio”, señala una nota de seguimiento a Quibdó este año por la Defensoría del Pueblo...
Pero de eso hoy no habla la gran prensa, pues el exterminio de la  negritud  pobre Colombiana es   prioridad   en los planes imperiales del "SALTO ESTRATEGICO" es decir el domino Norteamericano de LA CUENCA DEL PACIFICO por la gigantesca sociedad del rifle.Matiz
 


Sangre Sagrada para la codicia 12 indigenas AWA fueron asesinados

El crimen tenía como objetivo la mujer de un indígena Awá que fue asesinado el 23 de mayo por el Ejército Nal. Ella era testigo presencial de los hechos: esta masacre tenía el propósito de eliminarla
MATIZ /arlac.be 
www.kaosenlared.net/noticia/sangre-sagrada-para-codicia-12-indigenas-awa-fueron-asesinados



 

Masacre Awá:

 

Por lo menos 180 indígenas Awá, desde el mes de marzo aún permanecen hacinados y con poca asistencia de Acción Social en el predio El Verde del resguardo del Gran Sábalo,  por la masacre de 12 indígenas en la comunidad de Tortugaña – Telembí. Hecho que permanece impune.

Mientras esto sucede, hoy se conoció una nueva masacre, que llena de dolor y rabia a las comunidades indígenas. El miércoles 26 de agosto, en el Resguardo indígena Gran Rosario del municipio de Tumaco, a eso de las 5:00 de la mañana, hombres encapuchados y con prendas de uso exclusivo de las fuerzas militares ingresaron a la comunidad y dispararon indiscriminadamente contra la casa de una familia Awá.

Como resultado de este vil hecho, fueron asesinados 6 adultos:  Tulia García Guangua de 35 años, Laurencio García de 38 años, Carmela Guangua de 18, Fabio Taicus de 18 años, Alfredo Guangua de 19 años y Amparo Nastacuas 21 años.  Además 6 menores de edad:  Keison Ferney de ocho meses de dad, la niña Nancy Jazmín de 5 años, Alexander Rodríguez de 6 años y Jaime Laurencio Garcia de 5 años, Luis García de 13 años y Roberto Guangua de  17 años.

En este hecho violento contra el Pueblo Awá, también resultaron heridos Javier García de 20 años, David García de 12 años y Yolanda Bisbicus de 22 años, quiénes están siendo atendidos en varios centros hospitalarios. 

La acción criminal tenía como objetivo la mujer de un indígena Awá que fue asesinado el 23 de mayo por el Ejército Nacional. Esta mujer era testigo presencial de los hechos: “estamos convencidos de que esta masacre tenía el propósito de eliminar a esta mujer, denunció Oscar en la entrevista que aquí compartimos“.

“En estos momentos  las comunidades  indígenas Awá se declaran en Asamblea Permanente, para reunirse y tomar decisiones frente a la desatención e indiferencia del  Gobierno Nacional, mientras van más de doscientos indígenas asesinados” explicó Oscar Ortíz,  secretario de la Unidad indígena del Pueblo Awá.

Además puntualizó “que en la región están todos los actores armados, todos son iguales, todos son asesinos”. Y agregó que “esto demuestra no sólo para nosotros en Nariño sino en todo el país, que los indígenas somos un estorbo“.

El cualquier lugar del mundo y en cualquier época de la historia, un crimen de esta magnitud, clarmente racista y que compromete al Estado y al Gobierno, generaría una reacción nacional y mundial de repudio contra este régimen y contra todos los actores armados que están cometiendo un genocidio en Colombia y un etnocidio contra el Pueblo Awá. Pero acá no pasa nada, porque en Colombia avanza un plan de exterminio que beneficia los intereses de la codicia. Los Awá y los demás pueblos indígenas estorbamos a la muerte que acumula, en defensa de la vida que protege. Mientras nos masacran, el circo que perpetúa al régimen continúa en el congreso de a República, donde a cambio del presupuesto y los bienes del Estado, se reelige el terror y la muerte.

Si nos dejan morir, vengan de donde vengan los asesinos, con nosotras y nosotros morirá la vida. Este no es un crimen contra los indígenas. Es un crimen repugnante contra la vida. ustedes dirán o seguirán cayando.

Tejido de Comunicación para la Verdad y la Vida.
Agosto 27 de 2009.

 

 

En Bogotá convocan a acto en solidaridad con los pueblos aborígenes colombianos

Los organizadores invitan a decir Basta ya y a exigir el cese a los asesinatos contra indígenas inermes.
Hernán Durango
www.kaosenlared.net/noticia/bogota-convocan-acto-solidaridad-pueblos-aborigenes-colombianos

 

Para el próximo martes 1 de septiembre-, a partir de las 12 del día en la Plaza de Bolívar de Bogotá ha sido convocado un acto en solidaridad con los pueblos indígenas colombianos, en especial con el pueblo Awa, víctima de masacres por parte de miembros del ejercito colombiano, como lo sostiene la organización Human Rigth Wach.

Organizaciones e instituciones como la Organización Nacional Indígena de Colombia (ONIC) - Unidad Indígena del Pueblo Awá (UNIPA) -Colectivo de Abogados “José Alvear Restrepo” - Movimiento de víctimas de crímenes de estado (MOVICE)-Asociación Minga -Programa Somos Defensores -Consultoría para los Derechos Humanos y el Desplazamiento (CODHES) - Corporación Yurupari – Minga Social y Comunitaria – Comité Permanente para la Defensa de Derechos humanos de los Derechos Humanos- Organizaciones Sociales del Sur de Bogotá- Christian Aid / Irish Aid, entre otras invitan a la ciudadanía para no olvidar y elevar la memoria ante tanta impunidad y genocidio oficial contra los sectores que se oponen a las políticas de hambre y muerte desde el Palacio de Nariño.

Los organizadores invitan a decir Basta ya y a exigir el cese a los asesinatos contra indígenas inermes. Solicitan que el martes todos y todas deben traer Cometas y bombas de helio de colores blanco, amarillo, verde y rojo, colores de la bandera del pueblo Awa. Es una acción por la pervivencia de los Pueblos Indígenas, que es la pervivencia de vuestra memoria, nuestra identidad y nuestra dignidad como pueblos.

 


Colombia: ¿Qué hay detrás de la masacre del Pueblo Awá?

A la masacre de esta semana, en la que fueron asesinados 12 Awá por unos desconocidos, hay que sumar la cometida el pasado 4 de febrero, en la que otros 12 indígenas fueron ultimados por las FARC
Sistema de Información e Investigación Indígena de la Onic 
www.kaosenlared.net/noticia/colombia-hay-detras-masacre-pueblo-awa

 

Niños indígenas Awá

El Sistema de Información e Investigación Indígena de la Onic, Sico, se une al repudió que ha generado este acto demencial y espeluznante cometido contra el Pueblo Awá. Saludamos fraternalmente a los familiares y amigos de los 12 hermanos asesinados e invocamos a los espíritus ancestrales para que cese la horrible noche de violencia que se ha desatado contra nuestros pueblos y particularmente contra los Awá.

Quizá los espíritus ancestrales sean los únicos que ayuden a proteger la vida y el territorio ancestral, pues las instituciones y autoridades del Estado colombiano, incluyendo su gobierno no muestran ningún interés en hacerlo. Sentamos nuestra voz de rechazo contra quienes hayan cometido tan atroz Crimen de Lesa Humanidad y pedimos que haya una condena ejemplar. A todo el Pueblo Awá nuestra solidaridad y nuestros votos de paz y fortaleza. 

Invitamos al Mundo entero para que juntos condenemos ética, moral y políticamente a los responsables de esta masacre; esperamos y le hacemos un llamado a los entes de justicia a que establezcan quiénes fueron y qué móviles hay detrás de este etnocidio para que se juzgue y no quede en la impunidad este atentado contra la pervivencia de este pueblo ancestral. Con este propósito la ONIC aporta algunos antecedentes y datos que evidencian por sí mismos hacia dónde orientar la investigación y quiénes pueden ser los responsables.

Nueva masacre contra el pueblo awa: crónica de un etnocidio

Hoy en el marco del conflicto armado que flagela y devasta al país el Pueblo Awá del departamento de Nariño vive una profunda crisis humanitaria de proporciones inimaginables. Ello evidencia la política de exterminio social, político, económico, cultural y territorial que propician los actores armados en disputa en esa región de frontera. 

El país debe hacer memoria de los hechos acaecidos el día 04 de febrero de 2009, fecha en la cual se perpetró una masacre por parte de la guerrilla de las FARC la cual fueron asesinados 12 indígenas del pueblo Awà.

Esto acentúa en toda su dimensión la crisis humanitaria que atraviesa el pueblo Awá debido a diferentes factores de orden público que se desarrollan en esta región: disputas territoriales por parte de grupos armados legales e ilegales; incremento de campos minados, por esta causa han muerto varias personas y otros han quedado mutilados; otro de los impactos tiene que ver con los megaproyectos; cultivos de uso ilícito, acompañados de fumigaciones indiscriminadas y erradicaciones manuales acrecentando con ello los desplazamientos masivos, la  crisis alimentaria y de salud y, son aspectos que evidencian el recrudecimiento del conflicto armado contra este pueblo originario.

Una segunda masacre se originó esta semana, el día 26 de agosto de 2009, en la que fueron asesinados 12 indígenas de pueblo Awá y tres más resultaron heridos por manos criminales; un grupo armado que vestía prendas militares llegó a las 5:00 a.m bajo la figura de encapuchados hasta la comunidad Calbi, Resguardo Indígena El Gran Rosario, municipio de Tumaco y asesinaron a cinco niños, una niña y seis adultos. A raíz de este hecho 15 familias del pueblo tomaron la decisión de desplazarse.

Hechos que precedieron la masacre

La cadena de actos violatorios contra la humanidad sobre los derechos, el territorio y la autonomía de los miembros del pueblo Awá, particularmente contra la familia de Sixta Tulia García, una de las víctimas de la masacre, que comenzó hace justo tres meses y tres día antes de este abrupto episodio, cuando el pasado 23 de mayo fue asesinado Gonzalo Rodríguez Guanga su esposo.

Ese día ella fue separada de su compañero a la fuerza según contó en vida, que unos hombres armados que vestían prendas militares con el rostro cubierto le abordaron a ella y su esposos; a su esposos lo detuvieron y se lo llevaron, a ella le indicaron que se desplazara hacia el kilómetro 80, donde se encontraría con su marido, Luego escuchó unos disparos y seguidamente vio a su marido muerto.

Los hechos sucedieron en el kilómetro 80 de la carretera que del corregimiento de la Guacayana conduce al municipio de Tumaco. El cadáver no fue recuperado al instante, sino tiempo después.

Posteriormente miembros del Batallón de Contraguerrilla No. 23 del ejército nacional presentaron informe en el que señalaban que al llevar a cabo operación táctica llamada “Mosquetero”, en el Km. 80 de la Guacayana, un “guía” que los acompañaba señaló al señor Gonzalo Rodríguez, como miembro de las FARC, al ser “capturado”, “intento huir y fue dado de “baja” por la tropa del ejército nacional”, según documento del Batallón.

Según el documento, los hechos sucedieron en horas de la mañana preparada previamente:

“Esperaron que amaneciera luego el guía indicó a la persona llamada Gonzalo Rodríguez quien es cabecilla del frente 29 de las FARC. De inmediato se da la captura y este emprende la huida tirando el arma hacia la maraña. Los militares logran su captura de nuevo y le ponen en conocimiento los derechos del capturado, junto con la señora y luego los separan; ubican el arma que portaba y lo retienen. En un descuido de los militares el sujeto emprende la huida hacia el sitio donde se hallaba el arma tirada, la coge sale corriendo y empieza a disparar siendo dado de baja por la tropa".

Esta versión del ejército “es incongruente” así lo consideró la ONIC, el Colectivo de Abogados José Alvear Restrepo y otras personas consultadas; “es absurdo pensar que una sola persona se le haya escapado a una compañía completamente armada”… De todas formas esto evidencia que el ejército reportó al señor Gonzalo Rodríguez como un muerto legítimo y “dado de baja” por los militares.

Sixta Tulia denunció el crimen ante las autoridades; en el momento de ocurrida la masacre del 26 de agosto, ella era la única testigo ante la Fiscalía.

La investigación inicial por estos hechos fue adelantada por la Fiscalía 31 Seccional de Tumaco, que mediante oficio 504 del 28 de mayo del 2009, remitió el proceso penal al teniente de Fragata Carlos Roberto Arango, juez 107 de instrucción penal militar de Tumaco para que prosiguiera la investigación.

Los familiares de la víctima presentaron denuncia ante las autoridades indígenas y la Defensoría del Pueblo regional Nariño, que de conformidad con los Art. 15 y 17 de la ley 24 de 1992, solicitó información a varias autoridades entre ellas al comandante del departamento de policía de Nariño, comandante del Grupo Cabal Mecanizado de Ipiales Nariño, director Seccional de Fiscalías y otras que en varios oficios dieron respuesta a algunos de los requerimientos.

En algunas respuestas de los mandos militares indicaban, que por los días de la masacre, según su información no tenían conocimiento de que hubiera presencia de tropa en la zona y remitían la solicitud a otra dependencia, Lo anterior contrasta con el documento presentado por el Batallón de Contraguerrilla No. 23 y, coincide con la versión actual donde los militares afirman que el día 26 de agosto, según sus informaciones, no había militares en la zona. (ver documentos Onic evidencia: http://www.onic.org.co/img_upload/3068e9df14b050d72c4fa19fabbab2d7/Documentos_Juridicos_Masacre_Awa_Ago_2009.pdf).

Una publicación improcedente

Como antesala a los hechos de la masacre del día 26 de agosto del año en curso queremos dejar constancia que un día antes de los hechos -25 de agosto- llegó al correo electrónico de la Organización Nacional Indígena de Colombia un comunicado de la Fundación Decide en la cual manifiestan los fines y objetivos de dicha organización...

Siendo la 1:00 p.m. un hombre, quién no se identificó, llegó a las instalaciones de la  Onic con  tres paquetes que contenían 30 ejemplares de una  Revista escrita en español  e inglés  titulada: Masacre Awá: Crónica de un genocidio, Denuncia contra las FARC. Acto seguido se le solicitó la carta  de entrega de la publicación y respondió que después harían llegar la remisión de los tres paquetes…

Al abrir la revista nos llevamos la sorpresa que dicha publicación hace fuertes pronunciamientos contra organizaciones defensoras de Derechos Humanos, elogia las “acciones del Estado” para con los pueblos indígenas y hace una síntesis del cúmulo de derechos constitucionales –pero que en la práctica nunca se cumple, incluso hace alusión a un Convenio 167 que nunca existe y que bien podría estar hablando del 169 de la OIT; no aparece la dirección, teléfono, ni tampoco aparecen los créditos de quienes dirigen o gerencian  dicha publicación. Horas después manos criminales actúan con alevosidad contra el pueblo Awá en el municipio de Tumaco.

No obstante, pudimos establecer que esta publicación se realizó en coordinación con la Oficina de Acción Integral del Ejército.

Acciones de la defensoría del pueblo

Cabe resaltar que el Sistema de Alertes Tempranas de la Defensoría del Pueblo había advertido desde el día 04 de diciembre de 2008 los factores de amenaza  y vulnerabilidad en que se encontraba el pueblo Awá del Resguardo Gran Rosario por el accionar de grupos armados ilegales, informe que fue declarado Alerta Temprana el día 23 de diciembre de 2008 que coordina el Ministerio del Interior y de Justicia[1].

En este margen de hechos el Defensor del Pueblo instó a las autoridades competentes a adelantar acciones  para la protección de testigos y familiares de las víctimas de la anterior -febrero, 2009-. La Defensoría Instó a la Fiscalía General de la Nación con el fin de conformar una comisión de Fiscales e investigadores especializados con el fin de esclarecer los hechos  que permitan judicializar a los responsables del crimen.

De igual forma, la Defensoría del Pueblo solicitó a la Agencia Presidencial para la Acción Social con el fin de diseñar un plan de acción humanitaria con enfoque diferencial conforme a especificidades socioculturales con el fin de asistir a las víctimas del desplazamiento del Resguardo Gran Rosario y un plan de prevención y contingencia ante una posible agudización del desplazamiento forzado en el territorio.

Finalmente, solicitó al Ministerio del Interior y de justicia la implementación de medidas urgentes de protección al pueblo Awá de acuerdo a lo establecido en el Auto 004 de 2009 expedido por la Corte Constitucional para la preservación y salvaguarda del pueblo Awá.

No obstante, es preciso señalar que luego de muchos encuentros (reuniones) y, pese, a las constantes exigencias de las autoridades y organizaciones indígenas han sido pocos los compromisos del gobierno que se han cumplido. Algunos funcionarios de gobierno y el mismo presidente Uribe han expresado, en repetidas ocasiones que: “tenemos toda la voluntad para concertar con los pueblos y organizaciones indígenas y, hemos avanzado en las medidas de protección”.

El Centro administrativo de la Unidad indígena del Pueblo Awá ha sido escenario de muchos encuentros entre el gobierno y el pueblo Awá. Con seguridad podremos decir que si en realidad hay avances en materia de protección no hubiera sucedido nuevamente otra masacre como la que ha ocurrido, y ninguno de los anteriores asesinatos que se han venido presentando; pues cada día las comunidades indígenas son más vulnerables por causa del conflicto armado que se desarrolla en la región y que el gobierno se ha empecinado en negar que exista.

Amenazas y hostigamientos

Como ya se dijo entre las personas masacradas está la señora Tulia García, única testigo sobreviviente de los hechos ocurridos el día 23 de mayo de 2009, en donde fue asesinado su esposo Gonzalo Rodríguez Guanga, hecho que había denunciado responsabilizando al Ejército Nacional. A pesar de haberse advertido las serias amenazas de muerte en su contra, ella continúo denunciando la muerte de su compañero, hasta el día 26 de agosto de 2009  cuando las balas asesinas segaron su vida y con ella su testimonio. 

Infracciones a los Derechos Humanos del Pueblo Awá

El Sistema Unificado de Información sobre Pueblos Indígenas de Colombia Onic-Cecoin registra que  un total de 11.303 indígenas del pueblo Awá han sido víctima sistemática del  conflicto armado que vive el país -Ver Anexo  1-. En todas sus modalidades la violencia política contra los pueblos indígenas se refleja en el accionar de distintos actores en el marco del conflicto quienes han desplazado a comunidades enteras, acompañado de otro aliciente  como las acciones bélicas que a lo largo y ancho de la historia de este pueblo indígena el único propósito de los actores armados es su exterminio territorial mediante  todas las formas de degradación de la guerra.

La  creciente militarización de sus territorios en el marco de la Política de Seguridad Democrática, también ha complejizado la situación de las comunidades  debido a que los grupos armados ilegales responsabilizan a los miembros del pueblo Awá de ser las facilitadores de la entrada de la Fuerza Pública al territorio indígena. Cabe señalar que en los últimos 10 años como consecuencia del conflicto armado se han registrado desplazamientos masivos, e individuales continuos y sistemáticos  dentro y fuera del territorio Awá -ver Anexo 2-

Por estar ubicado en la frontera se han presentado una serie de migraciones hacia el vecino país de Ecuador, sin que hasta la fecha, el Estado colombiano u otro organismo humanitario hayan establecido las condiciones humanitarias en que se encuentran los indígenas  del pueblo Awá refugiados en el vecino país.

Se destaca también en este aspecto que en lo concerniente al desplazamiento forzado, en el cual los actores estatales han desplazado en el departamento de Nariño a 6.134 indígenas del pueblo Awá, seguido de los grupos insurgentes con  3.200  y finalmente los paramilitares a 520 indígenas del pueblo Awá –Ver Anexo 3-

El año 2009 deja un saldo alarmante en lo que respecta a asesinatos políticos. De 77 asesinatos ocurridos en  el año en curso, el Pueblo Awá ha sido la principal víctima  con un saldo de 38 indígenas asesinados. Esto indica que el 49.35% de los indígenas asesinados en Colombia durante el 2009 corresponden al pueblo Awá.

 


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